Não sabe se empurrado pelas manifestações populares país afora, ou se pelo patriotismo exacerbado exercido pelo povo cearense pouco antes da partida. Mas a impressão é a de que a Seleção Brasileira venceu o México antes mesmo de a bola começar rolar, na tarde desta quarta-feira, na Arena Castelão, em Fortaleza. A enxurrada de “gols” que vieram das arquibancadas da Arena Castelão serviram não somente para corrigir a injustiça da Fifa, que cortara o Hino Nacional pela metade. Mas também para golear os astecas, que nada tinham a ver. Pobres mexicanos. Assistiram o lindo show fora de campo, com mais de 60 mil pessoas afinadas, cantando o versos do hino de forma uníssona. E o “show” dentro de campo do time que “goleou” o adversário por 2 a 0, com um belo gol de Neymar, no início do jogo, e um de Jô, no fim.

Com seis pontos, a Seleção praticamente garantiu a classificação às semifinais. Basta que a Itália não perca no jogo desta noite para o Japão para que o Brasil esteja classificado. A próxima partida do Brasil será no próximo sábado, às 16h na Fonte Nova, contra a Itália.

O jogo
Se a poucos metros do lado de fora da Arena Castelão, em Fortaleza, cerca de 15 mil manifestantes se confrontavam com a polícia nos protestos contra a corrupção no país, do lado de dentro os torcedores que foram ao estádio preferiram dar o seu recado abraçando a Seleção. Era a “Pátria de chuteiras” personificada. Embalados pela emoção do hino recém-cantado, os jogadores brasileiros fizeram uma “blitz” feroz para cima do México. Não demorou para abrir o placar.

Aos 9 minutos, Daniel Alves cruzou, a defesa afastou, mas na sobra Neymar pegou de primeira, sem deixar a bola cair, e marcou um lindo gol, abrindo a vitória da Seleção logo no cmoeço do jogo, como aconteceu na rodada anterior, com o Japão. O Brasil seguiu melhor. Aos 15, Daniel Alves percebeu Corona adiantado e mandou por cobertura. O mexicano se recuperou e salvou o gol com a ponta dos dedos. O México só veio assustar aos 18, com Mier, que mandou rente à trave direita de Julio César.

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Segundo tempo
O primeiro tempo seguiu mais equilibrado até o final, mas sempre com o Brasil mais próximo de ampliar o placar, do que o México empatar. A volta para a segunda etapa seguiu do mesmo jeito, com os brasileiros em cima. Aos 11, Hulk recebeu na cara do gol e mandou na rede pelo lado de fora. No minuto seguinte, foi a vez de Neymar quase ampliar.

Tensão
O passar do jogo sem o gol que sacramentaria a vitória brasileira foi tornando o jogo tenso. O México cresceu na partida e a vitória brasileira que parecia certa no início, começou a se tornar ameaçada. Aos 16, após cruzamento rasteiro, David Luiz salvou o time ao cortar para escanteio em cima da hora, antes que Chicharito colocasse a bola para dentro. A partida seguiu perigosa até o fim, mas no final a torcida respirou aliviada e deixou o Castelão de alma lavada. Neymar fez uma pintura de jogada e tocou para Jô mandar para as redes.

Ficha do jogo

Brasil 2
Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar (Hernanes); Hulk (Lucas), Neymar e Fred (Jô).
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

México 0
Corona, Flores (Herrera), Francisco Rodríguez, Héctor Moreno e Salcido; Torrado (Jimenez), Mier, Torres (Barrera) e Guardado; Giovani dos Santos e Chicharito Hernández.
Técnico: José Manuel de La Torre.

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Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE); Árbitro: Howard Webb (Inglaterra). Assistentes: Michael Mullarkey (Inglaterra) e Darren Cann (Inglaterra). Gols: Neymar (aos 9 min 1º tempo) e Jô (46 min do 2º tempo). Cartões amarelos: Thiago Silva e Daniel Alves (B); Guardado e Herrera (M). Público: 61 mil torcedores. Renda: ?

Atuações

Brasil
7 Júlio Cesar – Foi pouco acionado, mas esteve seguro sempre que requisitado.
6 Daniel Alves – Ficou preso na marcação em alguns momento. Quase marca um golaço.
7 Thiago Silva – Ganhou a maior parte das jogadas. Está cada vez mais com cara de líder.
7,5 David Luiz – Deu sangue literalmente pela Seleção. Está virando o novo “xodó” da torcida.
6 Marcelo – Precisou ajudar bastante a defesa e pouco foi ao ataque. Foi eficiente no que fez.
7,5 Luiz Gustavo – Discreto, porém muito útil. Tem dado a segurança e estabilidade necessários ao sistema defensivo.
6 Paulinho – Joga para o time. Mais focado em focar, não conseguiu ser o elemento-surpresa que costuma ser no Corinthians.
5 Oscar – Uma das piores atuações pela Seleção. Apagado no jogo, não criou e ainda errou passes importantes.
6 (Hernanes) – Deu mais força e mobilidade ao meio de campo da Seleção. Começa a deixar uma interrogação na cabeça de Felipão.
5,5 Hulk – Apesar do apoio da torcida nordestina, não conseguiu quebrar a marcação. Perdeu um gol feito.
5 (Lucas) – Não conseguiu “incendiar” o jogo. Fez mais do mesmo, apesar dos insistentes pedidos da torcida pela sua entrada no jogo.
9 Neymar – É o dono do time. E faz por onde. Dá passes precisos, puxa os contra-ataques e o melhor: faz gol. Golaço.
5 Fred – Apesar de se movimentar bastante, não conseguiu sair da marcação e não teve oportundiades de finalizar.
7 (Jô) – Entrou no fim e novamente conseguiu deixar a sua marca. Tem estrela o garoto.

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México
5 Corona – Não teve culpa nos gols que tomou, apesar de não conseguir evitá-los. Esteve seguro em lances difíceis.
3 Flores – Nem marcou bem, nem atacou. Acabou substituído pelo treinador precocemente.
5 (Herrera) – Conseguiu dar mais consistência ao sistema defensivo. Missão cumprida.
6 Francisco Rodríguez – O capitão do time foi preciso no botes a Neymar. Foi o melhor da defesa.
4,5 Héctor Moreno – Não manteve o mesmo nível do companheiro de zaga. Perdeu a maioria das disputas com Neymar.
5 Salcido – É um marcador forte, que chega duro. Tentou e conseguiu impedir vários ataques brasileiros.
6 Torrado – Válvula de escape do time, conseguiu dar boas arrancadas ao ataque. Tem habilidade.
(Jimenez) – Entrou no fim e fica sem nota.
6 Mier – Conseguiu finalizar e assustou o goleiro Júlior César por duas vezes na partida. Foi bem.
5,5 Torres – Poderia ter arriscado mais na partida. Ficou preso à marcação e não conseguiu municiar o ataque
5 (Barrera) – Passou pouco percebido na partida. Não influenciou para a derrota da sua seleção..
3,5 Guardado – Tomou o cartão amarelo marcando Neymar, não foi expulso por generosidade do árbitro.
4 Giovani dos Santos – É participativo, chama a responsabilidade, mas não conseguiu fazer o principal: finalizar. Poderia ter dado mais trabalho, deixou essa sensação.
3,5 Chicharito Hernández – Decepcionou a torcida mexicana. Vive uma má fase, que novamente não foi deixada de lado. É títular pela fama.

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