O emprego aumenta e as desigualdades diminuem nas economias emergentes e em desenvolvimento, enquanto, nas economias desenvolvidas, é o inverso que continuará ocorrendo, prevê a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em relatório divulgado nesta segunda-feira (03) sobre o trabalho no mundo, a OIT destaca que o desemprego globalmente aumentará de 200 milhões hoje para cerca de 208 milhões de pessoas em 2015.

Na América Latina, o número de desempregados vai passar de 18,9 milhões em 2013 para 20,2 milhões em 2015 pelas projeções da OIT. Mas isso tem a ver com um crescimento menor na região e com um aumento da participação da força de trabalho.

A América Latina é, na verdade, a única região onde o risco de tensão social diminui, de acordo com a OIT. A situação, porém, continuará difícil no mundo desenvolvido. As desigualdades de renda aumentaram em 14 de 26 economias avançadas, incluindo França, Dinamarca, Espanha e Estados Unidos.

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A entidade mostra que os lucros das empresas voltaram aos níveis de antes da crise em boa parte dos países, mas nas economias avançadas o investimento continua inferior ao que era e não cria empregos.

O relatório da OIT é, por sua vez, particularmente positivo sobre o Brasil, apresentado como exemplo de criação de emprego e aumento da renda e da proteção social dos trabalhadores.

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