Com 24 gols sofridos em três jogos e goleado em todas as apresentações da Copa das Confederações, a passagem da seleção do Taiti no Brasil na última semana tinha tudo para ser considerado um fracasso. Porém, esteve longe disso. “Abraçados” pelos brasileiros e agora reconhecidos na Polinésia Francesa, os taitianos retornam à terra natal como heróis nacionais e podem até virar protagonistas de um filme sobre os momentos que viveram nos últimos dias.

A ideia partiu de Davidson Bennet, um dos três únicos jornalistas taitianos que cobriram a modesta equipe durante o torneio no Brasil. Inicialmente, o repórter e produtor de uma emissora da Polinésia faria apenas relatos diários da passagem da seleção no Brasil. Porém, as coisas cresceram de tal forma que o inspiraram a mudar o rumo da cobertura.

Leia também:  Filho de Romário é contratado para reforço em 2018 no Figueirense

“Seria algo como um documentário, um filme. Vamos avaliar. Penso que seria bem interessante” explicou Bennet.

“Essa ideia é ótima. Acho que seria um grande final para tudo que vivemos aqui. Foi mágico. Sinceramente, nem dá vontade de ir embora. Logo menos teremos que voltar a uma realidade que não é tão fácil. Mas pelo menos tudo ficará registrado na memória e, quem sabe, no cinema. Demos um jeito como jogador e agora poderíamos improvisar como ator”, brincou o atacante Chong-Hue, enquanto deixava o hotel no Recife rumo ao aeroporto para pegar o voo que encerraria o “longa metragem” vivido no Brasil.

E ainda que não tenham a fama de grandes astros do cinema, os jogadores ao menos aumentaram o reconhecimento entre os taitianos.

Leia também:  Cuiabá Arsenal embarca em busca de vaga na final do brasileiro

“Minha prioridade sempre será o meu trabalho, mas nunca teria este reconhecimento no nosso país se não fosse a oportunidade que tivemos aqui no Brasil. Quando saímos de lá, ninguém prestou muita atenção. Agora, nesta volta, a história é outra pelo que ficamos sabendo. Vamos curtir um pouco o final deste sonho”, disse o zagueiro Ludiviion, que já na próxima voltará aos serviços como pedreiro.

“Não imaginávamos que esta competição poderia tomar tal proporção. Soubemos até que, no primeiro jogo, comandantes do Governo e da Assembleia Nacional interromperam uma reunião para nos ver jogar. Isso é demais. E acho que, apesar dos resultados, conseguimos orgulhar nosso povo”, avaliou o técnico Eddy Etaeta.

Leia também:  Brasil começa a Copa enfrentando Suíça, Costa Rica e Sérvia

E se ainda aguardam o desembarque no Taiti para comprovarem a nova fama e o status recém adquirido na terra natal, os jogadores da modesta e carismática seleção puderam conferir durante toda a última semana o carinho recebido no Brasil.

Sempre ovacionados e com praticamente toda torcida nos estádios a favor, os taitianos aproveitaram a despedida no último domingo, contra o Uruguai, na Arena Pernambuco para retribuir a homenagem. Ao final da goleada por 8 a 0, eles seguraram bandeiras do Brasil e exibiram uma faixa agradecendo todo o apoio mesmo com os maus resultados em campo. Agora, é hora de desfrutar da fama no retorno ao Taiti.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.