Nitrato, nitritos e coliformes são alguns dos elementos encontrados em água de poços irregulares-Foto:Reprodução/Internet
Nitrato, nitritos e coliformes são alguns dos elementos encontrados em água de poços irregulares-Foto:Reprodução/Internet

O Dia do Meio Ambiente é comemorado hoje (05) e pouca gente sabe que onde há abastecimento público, poços artesianos são proibidos por lei. Embora pareçam inofensivos, eles escondem dois riscos: à saúde e ao meio ambiente. Por exemplo, eles podem conter água contaminada e causar doenças na população, além de contribuir com a escassez de água de aquíferos.

Nitrato, nitritos e coliformes são alguns dos elementos encontrados em água de poços irregulares, que podem prejudicar a saúde de toda a família. Um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, associa o consumo de nitrato a ocorrências de câncer de estômago e esôfago em adultos e a “síndrome do bebê azul”, em crianças de até seis meses de idade. Já a presença de coliformes pode causar uma simples diarreia ou até a hepatite A.

Leia também:  Quase mil são presos em flagrante no período de cinco meses

“Mesmo cristalina e sem odor, a recomendação é que eles sejam utilizados para fins não potáveis, como manutenção de piscinas, limpeza e jardinagem”, explica Diego Dal Magro, engenheiro sanitarista e ambiental e gerente de Operações da Nascentes do Xingu, holding de saneamento do Grupo Equipav que atua em 17 municípios de Mato Grosso. Ele aponta ainda os prejuízos que podem ser causados ao meio ambiente por conta do uso de poços.

“Além do risco de contaminação que pode acontecer quando se tem canil, galinheiro ou posto de gasolina próximos a um poço, eles podem gerar a chamada sobreexplotação, que é o uso do recurso acima da capacidade. Isso pode afetar o escoamento básico dos rios, secar nascentes, influenciar os níveis mínimos dos reservatórios, provocar afundamento dos terrenos, induzir o deslocamento de água contaminada, salinizar, provocar impactos negativos na biodiversidade e até mesmo a exaurir completamente o aquífero”.

Leia também:  ACIR lança campanha no Dia do Meio Ambiente

O engenheiro frisa que, em função disso, para o consumo humano o ideal é utilizar a água que chega às residências já tratada pelas concessionárias. “Todo mês realizamos análises dos seguintes parâmetros: cor, turbidez, cloro residual, flúor e coliformes. As amostras são coletadas em frascos com conservantes na saída de reservatórios e de cavaletes na rede de distribuição. Elas são enviadas a um laboratório e, posteriormente, sai um laudo que é enviado à Vigilância Sanitária e Secretaria Municipal de Saúde”, esclarece Diego.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.