A Psicologia, ciência do comportamento e processos mentais, nascitura da influência direta da filosofia ocidental e fisiologia humana (Schultz & Schultz, 1981), tem como uma de suas funções, a de auxílio na promoção/entendimento humano. Diante desta nova ciência, cerca de 120 anos, muitas buscas, recursos e pesquisas tem se desenvolvido para o auxílio mais eficiente das angustias humanas, dentre elas a Acupuntura.

Atualmente existe um empasse entre Conselho Federal de Medicina(CFM) e as outras entidades de classe no Brasil referente a utilização da Acupuntura. O CFM, via a Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura, tem requerido a prática como exclusiva de atuação. Embora este mesmo conselho em 1972, via resolução nº 467/72 rejeitou a utilização da técnica pelos médicos. Neste cenário, outros conselhos, como o Conselho Federal de Fisioterapia, saíram na frente para a regulamentação desta atividade reconhecendo como especialidade em 1985 pela resolução COFITTO-60, antes mesmo da reversão e regulamentação do CFM em 1995. (http://ceata.com.br/portal2/index.php/artigos-do-dr-wu/183-historico-da-acupuntura-no-brasil)

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O Conselho Federal de Psicologia(CFP), por meio de uma resolução(005/2002) que não está revogada, reconhece a Acupuntura como especialidade do Psicólogo(a), ferramenta auxiliar com devida formação. A partir disto, nasce também a Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura(SOBRAPA), também responsável pelas certificações. Em nosso país são cerca de 4.000(quatro mil) Psicólogos Acupunturistas.

Conforme Yves Requena(1985), Acupuntura é muito conhecida para tratamento de dores, mas apresenta muita eficiência para as desordens emocionais e psicossomáticas. Em vista das multíplices aplicabilidade da Acupuntura, uma das ferramentas da Medicina Tradicional Chinesa(MTC) com mais de 5.000(cinco mil) anos(Maciocia, 1995), a Unesco, órgão da OMS  reconhece a Acupuntura como bem imaterial da humanidade e a Organização Mundial da Saúde(OMS) como intervenção multiprofissional.

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Os Psicólogos Acupunturistas utilizam a acupuntura como ferramenta psicossomática (Campiglia, 2010), para intervenção na redução do estresse, ansiedades, depressão, dores de cabeça, gastrites nervosas, tensões musculares e etc. Mas o foco é o trabalho psicoterapêutico de reestruturação mental, emocional e comportamental para que os sintomas não sejam apenas reduzidos e sim remodelados saudavelmente.

 

Matheus Caixeta Dorneles

Psicólogo formado pela Universidade Federal de Uberlândia-MG. Na clínica utiliza a Hipnoterapia Cognitiva como abordagem. Pós-graduado em Acupuntura pela UNISAÚDE.

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