Após quatro jogos pela Libertadores, sempre com um vencedor e com vantagem alvinegra, que eliminou o rival, Atlético-MG e São Paulo empataram sem gols, na noite deste domingo, no Independência, pela terceira rodada do Brasileiro. O ponto somado fora de casa foi suficiente para reconduzir o tricolor à liderança, mas não mais com 100%, enquanto o time atleticano somou seu primeiro ponto na competição, em dois jogos.

Visivelmente desgastado pelo dificílimo jogo com o Tijuana, que garantiu sua classificação às semifinais da Libertadores, o Atlético-MG não teve a mesma força ofensiva de outras partidas, especialmente no Independência. Dessa forma, a equipe do técnico Cuca segue sem vencer no Brasileirão, com apenas um ponto em seis possíveis. O São Paulo, por sua vez, retomou o primeiro lugar, com sete pontos, mesma pontuação de Vitória e Botafogo, mas com vantagem nos critérios de desempate.

No geral, o São Paulo foi melhor em campo, mas não soube aproveitar o nítido desgaste do adversário. Da mesma forma, o Atlético-MG jogou desde os 16 min da etapa final com um jogador a mais, após a expulsão do volante Denílson, mas também não conseguiu chegar à vitória, apesar de pressionar o adversário. Foi o primeiro 0 a 0 do time atleticano nesta temporada.

No Atlético-MG, Ronaldinho Gaúcho, que era dúvida por causa de dores musculares, entrou em campo. Cuca não quis poupar titulares, apesar do desgaste físico e emocional por causa da dramática classificação para a semifinal da Libertadores. Somente Réver e Bernard, que estão na seleção brasileira, desfalcaram o time alvinegro. Pelo lado do São Paulo, Ganso, Luís Fabiano e Rafael Tolói, lesionados, foram ausências do tricolor paulista, além do meia-atacante Jadson, convocado por Felipão.

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O técnico Cuca explicou que decidiu mandar a campo o time principal por acreditar que os jogadores estão em melhores condições físicas que na quinta-feira, no empate com o Tijuana, em 1 a 1. “Os caras estão mais descansados do que quinta-feira, porque tínhamos três com virose”, observou o treinador atleticano. Para Ney Franco, o São Paulo deixou “péssima impressão” na goleada sofrida por 4 a 1, pela Libertadores, mas começou bem no Brasileiro. “Espero que tecnicamente nossos jogadores estejam bem e possam fazer a diferença”, destacou.

O primeiro tempo começou com o São Paulo tentando pressionar o time da casa. Aos 5 min, o lateral esquerdo Thiago Carleto se contundiu, foi atendido fora de campo, tentou voltar, apesar de estar chorando de dor, mas aos 9 min foi substituído por Juan. No Atlético-MG, o volante Pierre levou a pior na dividida com Lucas Evangelista, mas continuou em campo. Aos 12 min, Ronaldinho Gaúcho cobrou escanteio, tentando o gol olímpico e obrigou Rogério Ceni a colocar a bola para escanteio.

Os dois times tentavam abrir o marcador, mas o São Paulo mostra disposição maior. A partida, no entanto, era truncada, com muitas faltas de ambos os lados. O Atlético-MG, que atraiu um número menor de torcedores do que em seus jogos anteriores no Independência, não estava tão veloz, procurando dosar a energia. O ritmo mais intenso de jogo ficava por conta da equipe visitante, que marcava mais presença ofensiva.

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O primeiro tempo teve uma fase em que os dois times erraram muito. Em consequência, a partida ficou fraca tecnicamente e monótona, sem lances ofensivos ou emocionantes. As defesas levavam vantagem na maioria dos lances. Aos 33 min, Diego Tardelli tentou quebrar a monotonia, chutando do meio de campo, mas Rogério Ceni defendeu. No minuto seguinte, o São Paulo criou a melhor oportunidade dos 45 minutos iniciais, quando Lúcio cabeceou, após saída errada de Victor, mas Marcos Rocha salvou o gol. Aos 36 min, na resposta atleticana Luan desperdiçou ótima chance, repetindo a dose aos 41 min, após bom cruzamento de Marcos

O primeiro tempo terminou empatado sem gols. Os jogadores atleticanos reclamaram do desgaste físico. “Pelo que dá para ver o time está um pouco cansado, sem força para chegar no ataque, mas vamos tentar melhorar no segundo tempo”, afirmou Diego Tardelli. O goleiro Rogério Ceni considerou que o São Paulo atuou com mais um homem no meio-campo, em função da ausência de Luís Fabiano e a entrada de Lucas Evangelista, mas considera que a equipe sentiu falta da criatividade de Ganso e Jadson. Aloísio vê possibilidade de o tricolor tirar proveito na etapa final do cansaço alvinegro. “Temos que tocar a bola com maior rapidez”, disse.

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O Atlético-MG voltou com uma substituição forçada: Josué na vaga de Marcos Rocha, ainda debilitado pela virose que o acometeu nos últimos dias. “Estou pecando hoje na parte física, estou ainda em recuperação. Tenho de pensar no grupo e saber que em campo não iria ajudar muito”, explicou o lateral direito. O São Paulo retornou com a mesma equipe que terminou o primeiro tempo. Comandado por Tardelli, o time atleticano teve bom momento nos minutos iniciais.

Aos 10 min, o camisa 9 sofreu falta. Esperto, Ronaldinho Gaúcho bateu rapidamente, tocando para Jô, que acertou chute forte de esquerda e Rogério Ceni fez grande defesa. A resposta dos visitantes veio em boa jogada de Aloísio, pela direita, que cruzou rasteiro, para Osvaldo, livre, pegar mal na bola e jogar para fora, desperdiçando ótima chance. Aos 16 min, Denílson foi expulso por colocar a mão na bola. Para recompor a marcação, Wellington substituiu Lucas Evangelista.

Mesmo com um jogador a menos, o São Paulo continuava bem em campo e quase marcou com Osvaldo, aos 25 min, obrigando Victor a fazer boa defesa. Depois disso, o Atlético tentava pressionar, mas, quando ameaçava o adversário, o goleiro Rogério Ceni surg

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