Num único jogo, dois testes. A semifinal desta quarta-feira entre Brasil e Uruguai, às 16h, no Mineirão, com acompanhamento em tempo real pelo Placar UOL Esporte, é uma prova para uma seleção que há pouco tempo era vaiada e desacreditada e hoje vive uma iminente ascensão, com boas atuações e apoio do público. Pela primeira vez, desde a volta de Luiz Felipe Scolari, a equipe disputará uma partida eliminatória. Se perder, está fora da disputada do título da Copa das Confederações.

Ao mesmo tempo, a partida ganha contornos de prova de fogo para a organização e, principalmente, segurança do torneio-teste para a Copa de 2014. Manifestantes que protestam contra os gastos públicos no Mundial prometem milhares de pessoas nas ruas de Belo Horizonte. O destino final do ato é o estádio Mineirão.

Para controlar o protesto desta quarta, a Polícia Militar colocará 5,5 mil homens nas ruas, sendo 160 da Força Nacional de Segurança. Mil oficiais do exército estarão em pontos-chave da cidade, prontos para agir em caso de tumulto.

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Já no campo do Mineirão, Luiz Felipe Scolari verá seu jovem time enfrentando um rival experiente em disputas internacionais. O Uruguai de Oscar Tabárez mantém 18 jogadores da última Copa do Mundo e segue com a mesma base do time que levou o título da Copa América há dois anos.

A seu favor, a seleção tem, além do apoio do público que deverá lotar o estádio, a evolução recente do time, com padrão de jogo e vitórias convincentes até agora na Copa das Confederações.

“Nosso time tem alegria nas pernas. São jovens, tem dedicação. Se nós tivermos bom posicionamento e a parte tática equilibrada, vamos melhorar muito”, afirmou Scolari, que irá manter a mesma formação que usou nos jogos contra Japão e México.

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Tabárez não quis confirmar a escalação da equipe que começa jogando o clássico sul-americano. O trio de frente, com Diego Forlán, Suarez e Cavani deverá iniciar a partida.

“Não quero falar demais, mas o Brasil não enfrentou uma equipe com um ataque que tem o Uruguai”, ameaçou o treinador.

Manifestantes falam em 200 mil pessoas nas ruas

Ninguém se arrisca a dizer quantas pessoas devem ir às ruas nesta quarta-feira. No último sábado, antes de Japão x México, uma multidão tomou Belo Horizonte em uma noite marcada por confrontos violentos com a polícia. Os oficiais estimam que tenham sido 60 mil manifestantes, enquanto os próprios líderes do protesto dizem ter levado 200 mil.

A preparação tirou o sono das autoridades nos últimos três dias. A Polícia Militar tem oficiais escalados para a contenção do ato desde a noite de terça-feira. A liderança da corporação e o Governo do Estado prometeram permitir qualquer manifestação, desde que o perímetro estabelecido para o Mineirão seja respeitado.

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O Comitê dos Atingidos pela Copa, que carrega consigo boa parte dos insatisfeitos, também prometeu ajudar a manter o ambiente pacífico. Uma comissão mista, com um policial e um manifestante, deve acompanhar todo o ato identificando excessos.

A passeata começa na praça Sete de Setembro, no centro de Belo Horizonte, e não tem um fim definido. A maior possibilidade de confronto é na avenida Abrahão Caram, onde a PM deve reduzir a barreira humana a pedido do governador. Nas redes sociais, há quem diga que o objetivo dos insatisfeitos é impedir o acesso dos torcedores ao estádio.

Questionada sobre a possibilidade, a PM diz que, caso isso aconteça, será impossível garantir a entrada do público no Mineirão. Até por isso, a recomendação é que o torcedor tente ir ao estádio o mais cedo possível.

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