Os artefatos explosivos foram furtados de uma empresa de cimentos, no dia 17 de janeiro, em Nobres
Os artefatos explosivos foram furtados de uma empresa de cimentos, no dia 17 de janeiro, em Nobres – Foto:Reprodução/Assessoria

Um prejuízo de R$ 52 milhões foi evitado às instituições financeiras com a apreensão de 104 artefatos explosivos pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, em seis meses de investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), na semana passada. O explosivo, equivalente a 208 quilos aproximados, tem capacidade de destruição de 520 caixas eletrônicos e mais de 500 muros de presídios, além de vários carros-fortes.

Os artefatos explosivos foram furtados de uma empresa de cimentos, no dia 17 de janeiro, em Nobres (146 km a Médio-Norte), por um funcionário preso na semana passada pelo GCCO,  com apoio de policiais da Delegacia da Polícia Civil do município. Com o material também foi apreendido um rolo de cordel detonador.

Na ocasião, 9 caixas com 12 bananas de emulsão explosivas, totalizando 108 unidades, foram furtadas pelo agora ex-funcionário, Allackis Wilson Nunes Lima, 23 anos, conhecido também como “Pastelão”. Do total de explosivos subtraídos, 4 não foram recuperados. Segundo o suspeito, teriam sido repassadas a uma pessoa conhecida por “Branco”, que já está presa por outro crime na região de Nobres.

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O delegado chefe do GCCO, Flávio Henrique Stringueta, informou que a Gerência realiza constante monitoramento de quadrilhas que utilizam explosivos para violar caixas eletrônicos, carros-fortes e também muros de penitenciária, como aconteceu em 20 de agosto de 2012, quando parte do muro da Penitenciária Central do Estado foi explodido. “As investigações são permanentes, visto que essas quadrilhas, embora tenha diminuído sua atuação aqui em Mato Grosso, têm ultrapassado as fronteiras do Estado para agir em outras unidades da federação”, destacou.

Para Stringueta, a maior preocupação da polícia era com o aumento de explosões de caixas eletrônicos, o que não ocorreu, pois o suspeito não sabia como colocar no “mercado negro” os explosivos e nem tinha contato com criminosos do ramo. Caso tivesse sido utilizado à destruição seriam enorme e o prejuízo na casa dos milhões.  “Cada uma dessas unidades explosivas teria condição de ser utilizada em até cinco caixas eletrônicos, se bem utilizada”, disse.

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Conforme o delegado, toda investigação de crime patrimonial há uma estimativa de prejuízo causado com a ação criminosa, a exemplo de um terminal bancário que quando explodido causa danos também no prédio. “A partir disso fizemos levantamento, que se fosse bem utilizado esses explosivos, por pessoas que soubesse manusear bem, poderia causar prejuízo de até R$ 52 milhões”, destacou.

O Exército Brasileiro informou que o poder de destruição das bananas de emulsão explosivas é muito alto, devido ao grande impacto que provoca com o deslocamento de ar, capaz de devastar tudo o que estiver próximo.

Conforme o Exército, 104 explosivos quando utilizados por especialistas pode ser fracionado em cinco partes, com poder de destruição de um caixa de autoatedimento, que segundo informações dos bancos podem ser abastecidos de 100 a 150 mil reais.

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Os artefatos apreendidos têm cerca de 2 quilos, 60 cm de comprimento e 6 de diâmetros. Os explosivos são utilizados em mineradoras, pedreiras e construção civil.

O material já foi encaminhado ao Exército Brasileiro, responsável pela fiscalização aos locais que armazenam artefatos explosivos.

Dados

Em 2013, a Polícia Judiciária Civil registrou 10 ataques a caixas eletrônicos nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande (2), Santo Antônio do Leste, Itaúba, Denise, Diamantino (2), São José do Rio Claro e Alto Paraguai. Apenas quatro foram consumados, mas todos sofreram destruição tanto no terminal quanto na estrutura do prédio das agências.

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