Foto: Internet
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Há exatamente 13 anos, a pista de Hockenheim foi palco de um momento importante para a história do automobilismo brasileiro. No dia 30 de julho de 2000, Rubens Barrichello venceu pela primeira vez uma corrida na Fórmula 1.

Considerado “azarado”, Rubinho estava em seu primeiro ano como piloto da Ferrari e perecia carta fora do baralho desde os treinos de classificação para o GP da Alemanha, décima primeira etapa do mundial da categoria. Sem um bom desempenho, o brasileiro conseguiu apenas a 18ª colocação no grid.

No entanto, o que tinha quase todos os elementos para ser um fim de semana desastroso para o piloto, se tornou em uma das maiores vitórias de um representante do país na F-1. Desde a largada, Barrichello contou com uma série de fatores que o levaram a encostar no pelotão da frente.

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Um dos momentos mais emblemáticos foi quando um francês invadiu a pista para protestar contra sua demissão da Mercedes. A situação inusitada fez com que o safety car tivesse que entrar na pista. Assim, o brasileiro diminuiu a diferença para os líderes e entrou de vez na briga pela liderança.

Pouco tempo depois, começou a chover e parte da pista ficou molhada. Diversos carros optaram por uma parada nos boxes para a troca de pneus, mas Barrichello decidiu permanecer com os compostos para pista seca e a aposta funcionou. Pilotando com maestria, o ferrarista assumiu a ponta de forma emocionante e suportou as dificuldades com a chuva para conquistar a primeira vitória na F-1.

Assim que cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, a emoção tomou conta do brasileiro, que tirou o cinto de segurança e ficou com parte do corpo para fora. Uma cena marcante foi a cerimônia de premiação. Barrichello não segurou as lágrimas e caiu no choro quando ouviu o hino do Brasil ser executado. Além disso, o piloto da Ferrari ainda foi carregado nos ombros por Mika Hakkinen e David Coulthard, ambos da McLaren e que terminaram na segunda e terceira colocação, respectivamente.

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Vale destacar que a vitória de Rubens Barrichello na Alemanha colocou fim a um jejum de sete anos sem vitória de um brasileiro na categoria. A última vez foi quando Ayrton Senna venceu o GP da Austrália de 1993.

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