juiz contratoQuando a separação deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade, devido aos sofrimentos decorrentes de um relacionamento que não vai bem, o possível destino dos ex-maridos e ex-esposas, principalmente quando existe discussão sobre bens e guarda dos filhos, passa a ser os corredores do Fórum de Justiça, independentemente se são casados ou convivem em união estável.

A experiência na área jurídica tem demostrado que o fim de um relacionamento é demasiadamente desgastante, e por causa disso, o primeiro desejo que surge para quem vive na pele essa situação é livrar-se logo do “problema”, ou seja, sair de casa e providenciar o mais rápido possível o divórcio, a qualquer custo.

É nesse momento que muitas pessoas, principalmente mulheres, assinam papéis sem realizar uma leitura prévia ou sem compreender a dimensão exata do seu conteúdo, renunciando a direitos patrimoniais ao fazerem acordos financeiros desproporcionais dos quais, quase sempre se arrependem.

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Muitas vezes, a fragilidade feminina e ameaças são utilizadas para manipular e coagir a mulher a realizar acordos que não lhe sejam vantajosos, e que se converterá, como consequência, em severo prejuízo econômico num futuro próximo.

Após a feitura do pacto desigual, e passado algum tempo, surge o arrependimento, e com ele a busca desesperada por uma forma de reverter o erro cometido e resgatar o direito renunciado. E o único meio possível, como se pode imaginar, será através de ação judicial.

Por isso, para evitar o desgaste e despesas que decorrem de uma disputa na Justiça, é recomendável que qualquer acordo pactuado, seja previamente analisado por um profissional jurídico, que está capacitado a orientar sobre todos os prejuízos que podem surgir com a assinatura de um acordo, esclarecendo dúvidas e acrescentando as ressalvas que entender necessárias para resguardar direitos.

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Vale ressaltar ainda que, o mais importante é ler e analisar tudo o que será assinado, e refletir com calma sobre seu conteúdo, lembrando que a pressa e a ansiedade só resultam em maus negócios.

Por Juliana Siqueira

 

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