“Weidman será campeão”, diz GSP. “Ele é o homem perfeito para vencer o Spider”, afirma o comentarista Joe Rogan. É sob análises, previsões e torcidas deste tipo que Anderson Silva sobe no octógono do UFC 162, neste sábado, para fazer sua 17ª luta pela organização e sua 11ª defesa de cinturão dos médios. O desafiante que recebe todos estes elogios é o norte-americano Chris Weidman, considerado uma revelação do MMA com potencial para chocar o “maior lutador de todos os tempos”, mas que mostra em seu cartel que é o rival menos tarimbado que já bateu às portas do Spider.

Anderson lidera o card em Las Vegas, em uma noitada que tem outros destaques como o combate entre o jovem brasileiro Charles do Bronx contra o ex-campeão dos leves Frankie Edgar, a estreia de Roger Gracie, esperança da “família real” do jiu-jítsu, no Ultimate, e Edson Barboza tentando repetir algum nocaute que impressione tanto quanto seu chute rodado, que virou moda no octógono.

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Apesar destes outros grandes combates, nenhuma “hype” foi maior do que a criada para Anderson x Weidman. O desafiante de 29 anos misturou sorte e competência para conquistar seu “title shot” depois de apenas nove combates no MMA profissional. O norte-americano chega invicto ao UFC 162 depois de ver possíveis rivais caírem um a um e abrirem caminho para que ele se tornasse a única opção viável para se colocar à frente do atual campeão, depois dele bater Stephan Bonnar no UFC Rio, em luta no meio-pesado.

“Não conheço Weidman há muito tempo, mas é bom, porque eu mudei a vida dele, pois ele vai lutar pelo título no sábado. Esse é meu legado, isso é mais importante para mim. Abrir as portas para caras jovens no UFC. Weidman tem uma grande chance no sábado, isso é muito importante, é o esporte”, disse Anderson.

Poderia ser só mais um rival no caminho do Spider, mas o UFC conseguiu construir sua imagem de forma a colocá-lo como um enorme risco para o detentor do cinturão – tudo é claro, para vender a maior quantidade de pacotes de pay-per-view que for possível.

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O principal argumento é Weidman é da escola de Chael Sonnen, que trouxe dificuldades para Anderson, e ainda melhor que o falastrão por turbinar seu wrestling com um forte ground and pound e um jiu-jítsu afiado. A força, juventude e larga experiência competindo no wrestling também são citadas.

Em comparação com os outros dez combates valendo o cinturão, Anderson sempre viu rivais mais experientes no MMA, entre estrelas como Dan Henderson e sacos de pancada como Yushin Okami. Travis Lutter faria frente a esse dado, com seu cartel de 9 vitórias e três derrotas com que chegou ao title shot, mas, como ele não bateu o peso, o triunfo do brasileiro sequer valia o posto de melhor peso médio do UFC.

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“Meu legado já está completo. Já lutei em vários lugares do mundo, acho que sou o único atleta desse esporte que tem quatro cinturões diferentes de quatro eventos diferentes. Profissionalmente, meu legado já está concretizado. Não busco mais nenhum desafio maior para minha carreira ou ser maior do que ninguém”, completou o campeão.

Mais cinco brasileiros esquentam o card

Esse festivo evento no feriado prolongado do Dia da Independência dos Estados Unidos terá mais cinco brasileiros no card. Logo na penúltima luta da noite, o peso pena da Baixada Santista (SP) Charles do Bronx faz a luta mais importante de sua carreira contra o ex-campeão dos leves Frankie Edgar. Já Roger Gracie estreia no evento criado por sua família contra Tim Kennedy. No card preliminar, o peso pesado Gabriel Napão terá pela frente Dave Herman, enquanto Edson Barboza e Rafaello Trator fazem o duelo de compatriotas.

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