Manifestante joga pedra contra polícia durante protesto em Lima, no Peru (Foto: Ernesto Benavides/AFP)
Manifestante joga pedra contra polícia durante protesto em Lima, no Peru (Foto: Ernesto Benavides/AFP)

Pelo menos cinco mil pessoas foram às ruas no Peru para se manifestar contra algumas reformas que o governo do presidente Ollanta Humala está conduzindo e no momento em que o apoio popular ao mandatário atingiu seu pior nível.

Os manifestantes, entre jovens universitários, trabalhadores e membros de partidos de oposição, foram repelidos pela polícia, que atirou bombas de gás lacrimogêneo quando alguns tentaram chegar ao Congresso, no centro de Lima.

Humala iniciará no domingo (28) seu terceiro ano de mandato no Peru, rico em recursos minerais, em meio à impaciência de muitos que sentem que os benefícios do auge econômico do país, que já dura uma década, não foram transferidos aos mais pobres da nação andina.

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“Exigimos soluções de um governo que não atende às reclamações do povo. O presidente tem que fazer uma autocrítica, deve escutar o povo, as ruas”, disse à Reuters o presidente do sindicato de trabalhadores CGTP e organizador da marcha, Mario Huamán, durante o protesto.

Os manifestantes lançaram diversas exigências, como a revogação de uma lei recente de reforma trabalhista para o setor público, aumento de salários para médicos, maiores ações do governo para melhorar a educação e os serviços de saúde e até questionaram a atuação do Congresso.

Humala encara riscos de grandes manifestações pelo país à medida que a economia local desacelera devido à menor demanda mundial pelas matérias-primas peruanas.

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