Foto: Roberto Nemanis/SBT
Foto: Roberto Nemanis/SBT

 

Marília Gabriela define-se como uma provocadora por natureza. E da junção entre seu espírito contestador e a visibilidade da tevê, ela acredita que conquistou a liberdade de falar o que bem entende nos inúmeros programas e diferentes emissoras pelas quais já passou.

“Tocar em feridas e assuntos polêmicos faz parte da minha trajetória. Eu não tenho problema em me expor, em mostrar minhas ideias e opiniões”, ressalta a jornalista, que, atualmente, utiliza boas doses de sua autonomia no Gabi Quase Proibida, programa sobre sexo que apresenta nas noites de quarta, no SBT.

Na contramão da programação mais tradicional da emissora de Silvio Santos, onde ela também comanda o De Frente Com Gabi, Marília diz se sentir à vontade para abordar qualquer tema.

“Sexo é um assunto sério e que precisa ser debatido de forma natural. Minha intenção é fazer sempre um programa que una entretenimento e utilidade pública”, analisa.

Natural de Campinas e criada na pequena Sertãozinho, cidades do interior de São Paulo, Marília começou a carreira na tevê  no final dos anos 1960, como estagiária do Jornal Nacional. Na década seguinte, ganhou respeito interno na Globo ao tornar-se repórter especial do Fantástico. Mas foi a partir dos anos 1980, no clássico matinal TV Mulher, que a jornalista conquistou popularidade entre o público de tevê.

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“Era um programa inovador para a época, com pautas relevantes, entrevistas marcantes e que teve uma grande repercussão”, lembra.

Nos anos seguintes, em busca de novas experiências, Marília passou por emissoras como TV Cultura, Rede TV! e Band, onde inaugurou o formato de seu programa de entrevistas “tête-à-tête” em produções como Cara a Cara, de 1987.

Atualmente, ela se divide entre os dois programas no SBT e o já tradicional Marília Gabriela Entrevista, exibido pelo canal fechado GNT desde 1997.

“Entrevistar sem rodeios ou distrações é a melhor forma de conseguir os melhores depoimentos. Não faço por dever, mas por prazer. Gosto de bater papo e de instigar meus convidados.”, assume Marília, que, de forma bissexta, também exibe suas porções cantora, em álbuns como Perdida de Amor, de 2002.

E, por fim, também já se dedicou por alguns anos à atuação, em novelas como Senhora do Destino, de 2004, e Duas Caras, de 2007.

“Gostaria muito de ter tempo para cantar e atuar mais. Mas não se pode ter tudo na vida”, brinca.

Outros papéis
Paralelamente ao seu trabalho como jornalista e entrevistadora, Marília conseguiu diversificar o modo com que o público acompanhava seu trabalho através da atuação.

“Atuar é uma experiência única. É você se doar e se expor ao desconhecido”, filosofa.

Empolgada com os convites e personagens, Marília resolveu mostrar sua porção atriz de forma intensa. No período de 2004 a 2009, ela pôde ser vista em novelas como Senhora do Destino e Duas Caras, além de ser uma das protagonistas da série Cinquentinha, todas produções assinadas por Aguinaldo Silva e dirigidas por Wolf Maya.

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“Eles confiaram no meu trabalho, me deram força e eu fui lá me divertir”, ressalta Marília, que, fora do núcleo de Wolf, ainda participou da minissérie “JK”.

Com saudades de atuar, mas sem poder se envolver com a gravação de novelas e séries, Marília prepara-se para voltar ao teatro onde estreou em 2001 com Esperando Beckett, de Gerald Thomas. A partir de um convite do diretor Jorge Takla, ela começa a ensaiar no final do ano e estreia no início de 2014 um novo espetáculo teatral.

“É um projeto que me fez voltar a desejar estar nos palcos depois de uma frustrada experiência como produtora de teatro. Não vejo a hora de começar a ensaiar”, afirma, fazendo segredo sobre maiores detalhes da peça.

No cantar
De voz rouca e grave, Marília Gabriela é cantora bissexta e já gravou três discos. Em Marília Gabriela, de 1982, visitou canções conhecidas da música popular brasileira, como Sampa, de Caetano Veloso, e Da Cor do Pecado, de João Bosco. Dois anos depois, a convite da gravadora Som Livre, relançou o álbum, adicionando algumas faixas bônus. Por fim, após um hiato de 18 anos, Marília voltou aos estúdios para gravar Perdida de Amor, álbum dedicado ao cancioneiro romântico de Dick Farney.

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“A melhor parte de fazer música é entrar no estúdio, experimentar arranjos e definir o repertório. Amo o processo de criação de um disco. É uma pena não poder me dedicar a isso tanto quanto gostaria”, assume.

Trajetória Televisiva

# Jornal Hoje (Globo, 1969) – Apresentadora.

# Fantástico, (Globo, 1972) – Repórter.

# TV Mulher, (Globo, 1980 a 1984) – Apresentadora.

# Marília Gabi Gabriela, (Band, 1985) – Apresentadora.

# Cara a Cara, (Band, 1987 a 1994) – Apresentadora.

# Jornal da Bandeirantes, (Band, 1989) – Âncora.

# Aquela Mulher, (GNT, 1995) – Apresentadora.

# SBT Repórter, (SBT, 1995 a 2000) – Apresentadora.

# First Class, (SBT, 1996) – Apresentadora.

# Marília Gabriela Entrevista, (GNT, 1997 – 2013) – Apresentadora.

# Gabi (Rede TV!, 2000) – Apresentadora.

# De Frente com Gabi (SBT, 2002 a 2004 e 2010 a 2013) – Apresentadora.

# Senhora do Destino (Globo, 2004) – Josefa/Guilhermina.

# JK (Globo, 2006) – Celita.

# Duas Caras (Globo, 2007) – Guigui.

# Cinquentinha (Globo, 2009) – Mariana.

# Roda Viva (TV Cultura, 2010) – Apresentadora.

# Gabi Quase Proibida (SBT, 2013) – Apresentadora.

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