A Câmara Técnica do Trigo do Conselho de Desenvolvimento Agrícola da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf),realizou nesta semana a sua reunião visando debater o desenvolvimento da triticultura em Mato Grosso. A reunião ocorreu na sala de reuniões da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso (OCB/MT).

O destaque da reunião foi a palestra do gerente técnico e econômico do Sistema Ocepar do Paraná, Flávio Turra, presidente da Câmara Setorial das Culturas de Inverno do Ministério da Agricultura, que falou sobre a conjuntura do trigo a nível nacional e internacional, perspectivas e gargalos da triticultura brasileira. “Esta reunião é importante para trocarmos experiências. A minha contribuição é com base na experiência das cooperativas do Paraná e também da Câmara Técnica do Ministério da Agricultura. Eu vou colher as políticas públicas de Mato Grosso e levar até o ministério e a discussão é justamente para sabermos quais políticas são importantes para cada estado. Assim, nós teremos aspectos importantes para trabalhar nas melhorias necessárias para o setor”, ressaltou Turra.

Leia também:  Governo mantém suspensa lista de preços mínimos para suínos até dezembro

Cerca de 90% da produção de trigo no Brasil se concentra no Paraná e Rio Grande do Sul. O principal diferencial entre a região Sul e Mato Grosso é o clima. Enquanto no Paraná o excesso de chuva é prejudicial ao trigo, na época da colheita, pois favorece a proliferação de fungos, em Mato Grosso o clima seco favorece tanto o trigo irrigado quanto o de sequeiro: “Em nosso estado o fator clima é vantagem, porque nosso trigo consegue ficar livre dos fungos, mas nossa produção ainda é pequena, precisa e tem todo potencial para crescer”, ressaltou o engenheiro agrônomo e pesquisador da Empaer, Hortêncio Paro, coordenador da Câmara Técnica do Trigo.

As câmaras são instrumentos para formulação de políticas públicas e privadas e essas reuniões visam fazer o acompanhamento e desenvolvimento das ações do trigo em Mato Grosso.

Leia também:  No 1º semestre, MT registra alta de 360% em notificações de chikungunya

As reuniões da câmara técnica acontecem bimestralmente sempre na primeira quinta-feira do mês. Estiveram presentes nessa reunião, representantes da Sedraf, Empaer, Indea, UFMT, AMM, Secitec, Aprosoja, OCB/MT, Famato, Sicme e Moinho Mato Grosso.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.