O “poderoso chefão” da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, de 82 anos, foi formalmente indiciado pela promotoria pública de Munique, na Alemanha, pela acusação de suborno no caso da venda dos direitos da Fórmula 1 ao grupo CVC. Dono dos direitos comerciais da categoria, o dirigente britânico é acusado de repassar 44 milhões de euros (aproximadamente R$ 130 milhões) a Gerhard Gribkowsky, antigo diretor do Bayern LB. O banco público alemão era dono de 48% da Slec Holdings, companhia que controlava os direitos comerciais da F-1.
– Meus advogados aceitaram a acusação. Isso significa que eles precisam preparar uma resposta ao indiciamento e estão fazendo isso incansavelmente – declarou à agência de notícias AP.
O ex-banqueiro declarou em julgamento ter recebido dinheiro do dirigente entre 2006 e 2007 para vender a participação ao fundo de investimentos britânico CVC Capital Partners, que passou a assumir controle acionário da categoria. A empresa tem Bernie como chefe executivo e gestor de negócios. A transação foi realizada por 1,6 bilhões de euros (cerca de R$ 4,7 bilhões). Segundo Gribkowsky, foram criadas diversas entidades na operação para burlar a declaração desse dinheiro à Receita da Alemanha. Os fundos teriam origem em contas bancárias do Caribe e das Ilhas Maurício.

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Ex-banqueiro envolvido no caso está preso

Desde julho de 2012, Gribkowsky está cumprindo pena de oito anos e meio de prisão. Ele foi condenado por não ter declarado a quantia, sonegando os impostos, além de desvio de dinheiro e fraude fiscal. Ecclestone admite ter feito os pagamentos, mas alega que realizou a transação por ter sido ameaçado de chantagem pelo banqueiro. Ele afirma que o ex-banqueiro ameaçou fazer falsas alegações sobre os negócios de sua família na Inglaterra, que poderiam complicar a vida do dirigente na “Inland Revenue”, autoridade britânica que cuida dos impostos. Bernie é presidente e diretor executivo da Formula One Managemente (FOM) e Formula One Administraion (FOA), responsáveis pelos direitos comerciais da F-1.

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