Após cinco meses presos em Oruro, na Bolívia, os cinco torcedores do Corinthians esperam que um acordo para libertá-los esteja próximo. O ministro Eduardo Saboia, da Embaixada do Brasil na Bolívia, um dos negociadores para a libertação dos corintianos, disse à Agência Brasil que está otimista sobre o avanço das conversas. “As negociações estão avançando de parte a parte, é possível aguardar pela libertação em breve, sim”, disse ele.

Em 6 de junho, sete dos 12 torcedores detidos na Bolívia foram libertados e chegaram ao Brasil. Mas cinco foram mantidos presos. As autoridades bolivianas disseram que precisavam de mais informações e de afastar todas as suspeitas para libertá-los.

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Os corintianos foram presos em 20 de fevereiro, após o estudante boliviano Kevin Espada, de 14 anos, ter morrido depois de ser atingido por um sinalizador, durante o jogo entre o San José e o Corinthians, na Taça Libertadores. Menos de uma semana depois, um adolescente, sócio da Gaviões da Fiel (torcida organizada do Corinthians), apresentou-se à Justiça como autor do disparo do sinalizador.

Em maio, o adolescente que se disse autor do disparo prestou depoimento ao promotor boliviano. Foram coletadas as digitais do jovem e enviadas para a Bolívia. Depois, os sete adolescentes foram libertados.

No mês passado, em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que a libertação dos sete torcedores foi definida pela Justiça da Bolívia por “falta de provas”. O texto lembrou que a presidenta Dilma Rousseff tratou do assunto com o presidente boliviano, Evo Morales, e que os ministros das Relações Exteriores também buscaram um acordo sobre o tema.

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A Embaixada do Brasil na Bolívia tomou providências para transportar os brasileiros de Oruro para La Paz, a capital. De acordo com o Itamaraty, o governo brasileiro presta assistência aos cinco torcedores ainda detidos. O assunto foi tema de audiências públicas em comissões na Câmara e no Senado. Os parlamentares cobraram providências em relação à libertação dos brasileiros.

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