Foto: arquivo/AGORAMT
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A inflação é uma alta persistente e generalizada dos preços. Provocada pelo desequilíbrio entre oferta e demanda, pelo excesso de moeda ou por gastos públicos elevados, entre outras causas, ela provoca perda do poder de compra e reduz a eficiência da economia. Leia mais

Os principais grupos responsáveis pela quase estabilidade do índice foram os de alimentação e bebidas (de 0,27% para -0,18% em julho) e transportes (de 0,10% para -0,55%). No grupo de alimentos, o tomate, que meses atrás foi considerado o vilão da inflação, foi o item que liderou os impactos negativos nesta apuração, ficando 16,78% mais barato. Seguindo o mesmo comportamento, ficaram menores os preços do feijão carioca (-3,86%), do óleo de soja (-3,13%) e da cenoura  (-18,78%).

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Entre os destaques dos grupos que tiveram resultado menor estão o etanol (-3,71%), a gasolina (-0,69%) e o ônibus urbano (-1,02%).

Também registraram queda os preços dos artigos de residência (de 0,68% em junho para -0,06% em julho) e de vestuário (de 0,72% para -0,17%).

No grupo de gastos com saúde e cuidados pessoais, a variação de preços também perdeu força (de 0,72% em junho para 0,20% em julho), influenciado por remédios, que caíram 0,09%, e dos artigos de higiene pessoal, que recuaram 0,08%.

Na contramão, tiveram altas os grupos habitação (de 0,57% para 0,60%) e despesas pessoais (de 0,37% para 1,08%). Nas despesas com habitação, os destaques ficaram com energia elétrica (de 0,01% para 0,26%) e gás de botijão (de 0,01% para 0,49%). Nas despesas pessoais, as maiores contribuições partiram do custo de empregado doméstico (de 0,50% para 1,45%) e de recreação (de 0,19% para 1,36%).

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Entre os índices regionais, o maior foi o de Fortaleza (0,29%) e o menor, o de Goiânia (-0,35%).

O Banco Central vê mais inflação no próximo ano do que via antes, apesar de reforçar que o atual ciclo de aperto monetário fará os preços entrarem em trajetória de declínio, ao mesmo tempo em que acredita que a depreciação do real ante o dólar é uma pressão inflacionária no curto prazo.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira (18), o BC repetiu que sua política deve permanecer “especialmente vigilante” e que é “apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso”.

Isso sinaliza que o BC pode manter o atual ritmo do aperto, como esperado pelo mercado. Na semana passada, ele elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, a 8,50% ao ano, mantendo o passo da reunião do Copom de maio, em meio à inflação elevada e à economia ainda sem sinais consistentes de recuperação.

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