Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano 2013

O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) que foi apresentado na tarde desta segunda-feira (29), em Brasília, é uma ferramenta que traça o perfil dos municípios brasileiros em vários segmentos. Os dados coletados de Rondonópolis mostram que IDHM é 0,755, em 2010.

De acordo com a pesquisa o município está situado na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,206), seguida por Longevidade e por Renda.

Rondonópolis teve um incremento no seu IDHM de 57,29% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional (47,46%) e abaixo da média de crescimento estadual (61,47%). O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 52,88% entre 1991 e 2010.

Rondonópolis ocupa no IDHM a 453ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil, sendo que 452 (8,12%) municípios estão em situação melhor e 5.113 (91,88%) municípios estão em situação igual ou pior. Em relação aos 141 outros municípios de Mato Grosso, Rondonópolis ocupa a 4ª posição, sendo que 3 (2,13%) municípios estão em situação melhor e 138 (97,87%) municípios estão em situação pior ou igual.

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RENDA

A renda per capita média de Rondonópolis cresceu 87,75% nas últimas duas décadas, passando de R$449,33 em 1991 para R$599,66 em 2000 e R$843,62 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 33,46% no primeiro período e 40,68% no segundo.

Segundo o estudo a extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010) passou de 9,18% em 1991 para 4,47% em 2000 e para 1,35% em 2010.

EDUCAÇÃO

A proporção de crianças e jovens frequentando ou tendo completado determinados ciclos indica a situação da educação entre a população em idade escolar do município e compõe o IDHM Educação.

No período de 2000 a 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 19,16% e no de período 1991 e 2000, 201,78%. A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 27,71% entre 2000 e 2010 e 70,89% entre 1991 e 2000.

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A proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo cresceu 70,52% no período de 2000 a 2010 e 115,80% no período de 1991 a 2000. E a proporção de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo cresceu 79,73% entre 2000 e 2010 e 175,22% entre 1991 e 2000.

Já em relação a população adulta os dados mostram que em 2010, 59,81% da população de 18 anos ou mais de idade tinha completado o ensino fundamental e 41,73% o ensino médio. Em Mato Grosso, 53,20% e 35,59% respectivamente. Esse indicador carrega uma grande inércia, em função do peso das gerações mais antigas e de menos escolaridade.

A taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais diminuiu 9,77% nas últimas duas décadas.

EMPREGO

Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 68,73% em 2000 para 72,34% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja, o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 13,36% em 2000 para 6,78% em 2010.

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Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano

O QUE É

O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil é uma ferramenta de democratização das informações sobre os 5.565 municípios brasileiros, útil tanto para os gestores públicos quanto para a sociedade em geral. É composto por mais de 180 indicadores de variáveis socioeconômicas, que apoiam a análise do IDHM. Os indicadores partem de temas como demografia, educação, renda, habitação, trabalho e vulnerabilidade.

Essa é a uma das principais conclusões do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, pesquisa da ONU feita com a ajuda do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), subordinado à Presidência da República, e da Fundação João Pinheiro, do governo de Minas Gerais.Os dados foram calculados usando os Censos de 1991, 2000 e 2010 –e não captam, portanto, o governo Dilma Rousseff.

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