Ivair Souza, delegado da região sul do Sindicato dos profissionais de enfermagem (SINPEN), questionou as declarações da diretoria dos hospitais que contestam o reajuste no salário base da categoria, pois já está acima do estipulado pelo Sindicato na convenção coletiva da classe.

O sindicalista argumentou que um técnico em enfermagem realmente recebe mais de mil reais, porém com adicional noturno, insalubridade e hora extra e todos os benefícios garantidos por lei, contudo a categoria cobra reajuste no salário base que é de R$ 850 e os profissionais esperam que passe para R$ 1 mil, no caso dos técnicos. No caso dos funcionários do São Camilo (Hospital Regional), realmente o salário é maior do que os outros hospitais, contudo há uma supressão de alguns benefícios, como por exemplo, o vale alimentação, além de que a jornada de trabalho é mais intensa.

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De acordo com Ivair, as direções dos hospitais tem afirmado que é a greve não tem coerência, pois os grevistas recebem os salários superiores aos declarados nos manifestos, o que não é verdade. “Cobramos reajuste é no salário base, sem levar em consideração os benefícios que constam na folha de pagamento”. Além do reajuste salarial os enfermeiros também cobram o pagamento de cesta básica, redução na jornada de trabalho e o direito a duas folgas.

Folha de pagamento de um técnico em enfermagem
Folha de pagamento de um técnico em enfermagem

O delegado frisou que até o momento as negociações não evoluíram, inclusive a reunião que seria realizada hoje foi desmarcada pelo sindicato patronal. Diante do descaso com os enfermeiros e com a população, por parte da diretoria dos hospitais, Ivair afirmou que será realizada uma reunião nesta sexta-feira (12) para traçar novas manifestações.

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