Belkaeis Brahimi, filha de Mohamed Brahmi, protesta nesta quinta-feira (25) em Ariana, próximo a Túnis, após o assassinato de seu pai (Foto: AFP)
Belkaeis Brahimi, filha de Mohamed Brahmi, protesta nesta quinta-feira (25) em Ariana, próximo a Túnis, após o assassinato de seu pai (Foto: AFP)

Milhares de tunisianos protestaram nesta quinta-feira (25), em frente ao prédio do Ministério do Interior, em Túnis, após o assassinato de um importante político de oposição, Mohamed Brahmi.

Os manifestantes protestaram contra o governo, liderado por islamitas, e pediram sua renúncia.

A polícia lançou gás para dispersar centenas de manifestantes que atacaram um escritório do governo local em Sfax, no sul do país. Os manifestantes lançaram pedras contra a polícia.

Morte em Ariana
Mohamed Brahmi, coordenador-geral do Movimento Popular e membro da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), foi assassinado com vários disparos no setor de Ariana, informaram a TV nacional e a agência TAP.

Ele era um crítico contumaz do governo de orientação islâmica, e participava da assembleia que prepara uma nova Constituição para o país, berço da onda de rebeliões conhecida como Primavera Árabe, em 2011.

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“Ele foi baleado na frente da sua casa, quando estava com sua filha deficiente”, disse o correligionário Mohamed Nabki à Reuters. Os assassinos fugiram de moto.

Em fevereiro, o assassinato de outro político laico, Chokri Belaid, desencadeou a pior onda de violência na Tunísia desde a rebelião que derrubou o ditador Zine al-Abidine Ben Ali.

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