O vereador Carlos Vanzeli (PDT) desistiu na tarde desta segunda-feira (15) de ingressar com um requerimento solicitando a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar as obras da travessia urbana das BRs 364/163.

Segundo o parlamentar a decisão de não apresentar o requerimento foi tomada depois de uma reunião de mais de uma hora, a qual boa parte da imprensa não foi convidada a acompanhar, impedindo assim a ampla divulgação das decisões tomadas pelos “fiscais eleitos” do município. Para justificar a nova “pizza” Vanzeli argumentou que a decisão era uma escolha conjunta de todos os vereadores com o único intuito de se evitar gastos desnecessários por parte da Câmara Municipal.

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Ainda segundo o autor, do que seria a possibilidade dos esclarecimentos dos gastos nas obras da travessia urbana, haveria  um impedimento legal para a instalação da CEI, já que a Câmara não poderia investigar as contas que já haviam sido aprovadas pelo próprio legislativo municipal e pelo Tribunal de Contas do Estado, nos anos de situação 2010, 2011 e 2012.

NOS BASTIDORES

Apesar de não conseguir acompanhar a reunião que decidiu pelo sepultamento, pela segunda vez, da CEI que nunca foi instalada, há informações que Vanzeli teria desistido de levar à cabo a criação da comissão depois que um parlamentar da base aliada teria feito um comentário se mostrando contrário a criação da Comissão, já que o nome da sua família estaria envolvido na questão e poderia causar um mal estar geral dentro da base aliada da administração municipal. “O vereador não se opôs a abertura da CEI, dizendo inclusive que seu pai foi um dos responsáveis por algumas medições que aprovaram pagamentos da obra, mas que estaria tudo dentro da legalidade”, revelou o vereador pedetista.

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Já o vereador Aristóteles Cadidé (PDT), também saiu em defesa do sepultamento da CEI, alegando que a diferença apontada entre os relatórios da Prefeitura e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), já não existiria mais, pois foram detectadas obras que foram feitas pela empreiteira que eram necessárias e obrigatórias, mas que não estavam no projeto, totalizando R$ 2,5 milhões  e os R$ 2 milhões restantes da diferença apontadas entre os dois relatórios seriam por conta do material betuminoso  próximo ao restaurante Sinuelo, que de acordo com o Dnit não seria o satisfatório por isso não foi computado na planilha do órgão, mas consta nas contas pagas pela prefeitura.

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