Figa, galhos de arruda, pé de coelho, trevo de quatro folhas. São inúmeros os rituais de sorte. Outra frase muito ouvida, principalmente na virada do ano, é: “Vou começar com o pé direito”. No entanto, para Victor, goleiro do Atlético-MG, o pé da sorte é justamente o esquerdo. Foi com a canhota, que o goleiro alvinegro defendeu dois pênaltis decisivos para o título da Libertadores: o do meia Giménez, do Olimpia, na decisão, e o do atacante Riascos, no jogo contra o Tijuana, pelas quartas de final. Ele garante que se sente lisonjeado de sair da competição continental com o “pé do azar”.
– Com todo prazer do mundo, com toda felicidade do mundo eu saio dessa Libertadores com o pé esquerdo. Não tem dessa de pé direito para dar sorte não. Eu saí do título com o pé esquerdo, até porque eu sou canhoto. Então, para mim não é nenhuma ofensa falar que eu usei o pé esquerdo. Eu tenho que agradecer a ele, porque foi com ele que eu defendi duas das três cobranças de pênalti da Libertadores.
Victor nega o rótulo de supersticioso, mas se considera um jogador muito religioso. Ele conta que tem vários rituais antes das partidas. No entando, foram os terços jogados por torcedores nas disputas de pênalti do Galo na competição que fizeram a diferença. Na semifinal contra o Newell’s Old Boys e na final contra o Olimpia, o goleiro recebeu um terço de torcedores e colou sobre a linha do gol.
– Eu não me considero um cara supersticioso. Assim como o Cuca, eu sou um cara religioso. Tenho meus rituais a cada jogo. Na concentração eu faço uma série de orações. Uso sempre a mesma camisa para ir até o estádio. A camisa que eu uso por baixo tem um escapulário, mas é mais em termos de proteção, de religiosidade. Eu não sou supersticioso, eu não fico preso a isso. Se um dia eu deixar de fazer alguma coisa, ou deixar de colocar a camiseta eu não fico com isso na cabeça.

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Pé esquerdo salvador

O primeiro jogo foi sofrido. Na partida de ida das quartas de final, contra o Tijuana, o Galo saiu perdendo por 2 a 0 e arrancou o empate no fim. No Independência, bastava um empate por 0 a 0 ou 1 a 1 e o time alvinegro estaria nas semifinais. E o resultado de 1 a 1 estava no marcador até o último minuto do jogo, quando Leonardo Silva cometeu um pênalti em Aguilar. Se convertido, a penalidade eliminaria o time mineiro. Foi quando o pé esquerdo de Victor surgiu pela primeira vez. Riascos cobrou no meio do gol, e Victor caiu para o canto direito, mas o goleiro do Galo salvou.
O pé esquerdo reapareceu na final. O Galo perdeu a primeira partida para o Olimpia, em Assunção, por 2 a 0. No Mineirão, mais de 60 mil atleticanos gritavam: “Eu acredito”. O Atlético-MG conseguiu repetir o placar do Defensores Del Chaco e levou a disputa para os pênaltis. Na primeira cobrança, de Miranda, Victor pegou. Mais uma vez com o pé esquerdo.

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