O volume de cheques sem fundos no primeiro semestre do ano (2,08%) manteve-se relativamente estável na comparação com o mesmo período de 2012, quando foram devolvidos 2,07% dos cheques compensados, aponta a empresa de consultoria Serasa Experian. O índice é o maior desde 2009, quando o percentual de devolução chegou a 2,3%. Em números absolutos, entre janeiro e junho de 2013, cerca de 8,6 milhões de cheques não foram compensados.

Para os economistas da Serasa Experian, a alta decorre “do alto comprometimento da renda do consumidor com prestações e da falta de planejamento nos financiamentos e nas compras parceladas com cheques pré-datados, que são mais difíceis de renegociar”. Na comparação mensal, no entanto, houve recuo de 0,21 ponto percentual entre maio (2,15%) e junho (1,94%). Também houve decréscimo em relação a junho do ano passado, quando o volume de cheques sem fundos alcançou 2,02%.

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No acumulado do ano, a Região Norte foi a que apresentou maior volume de cheques devolvidos, com 4,46%, mais que o dobro da média nacional. As regiões Nordeste (4,10%) e Centro-Oeste (2,96%) também ficaram acima do índice médio para o Brasil. As regiões Sul (2,02%) e Sudeste (1,62%), por sua vez, registraram as menores taxas.

Na comparação por estado, Roraima foi o que apresentou maior volume de cheques devolvidos, com 11,16%. O ranking segue com outros estados da região Norte e Nordeste: Piauí (9,35%), Acre (9,19%) e Sergipe (9,11%). Na outra ponta da lista, com índices abaixo da média brasileira, estão: Amazonas (1,47%), São Paulo (1,48%), Rio de Janeiro (1,57%), Mato Grosso do Sul (1,61%), Santa Catarina (1,93%), Minas Gerais (1,97%), Paraná (2,06%) e Rio Grande do Sul (2,06%).

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