Os agentes penitenciários decidiram suspender a greve. A decisão foi tomada, esta tarde, após assembleia da categoria. Os servidores decidiram dar um voto de confiança ao governador Silval Barbosa, que se reuniu ontem, com membros do sindicado e se comprometeu a reabrir as negociações, caso a categoria voltasse ao trabalho.

Em torno de 400 servidores da capital e também do interior marcaram presença na assembleia, que aconteceu no Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. “É importante essa participação maciça dos servidores devido as grandes mudanças que devem ocorrer no sistema penitenciário a partir dessa greve, tendo em vista de que é a assembleia que decide os rumos de um movimento grevista”, disse o presidente da categoria, João Batista, por meio da assessoria.

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Alguns dos itens que levaram a categoria a essa tomada de decisão, considerados importantes pelos servidores, foi a garantia de que para o próximo concurso, será exigido nível superior, além do pagamento de insalubridade. “O pagamento da insalubridade já foi garantido e em breve deve ser concretizado”, falou Batista.

O prazo definido e determinado pela categoria para avanços e concretizações dos itens da pauta de reivindicação é de uma semana. “A categoria decidiu dar prazo de uma semana para os avanços garantidos pelo governador, caso não se obtenha nenhum avanço nesses dias, a categoria volta a deflagrar greve a partir da próxima sexta-feira (9)”, finalizou Batista.

Mato Grosso tem aproximadamente 2,5 mil servidores. Destes, 30% foram mantidos. Alguns serviços foram interrompidos como visitas, atendimento aos advogados, escolta, banho de sol, entre outros. Estão mantidos apenas a entrega de alimentos, alvarás e emergências.

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Os profissionais, conforme Só Notícias já informou, iniciaram a greve por tempo indeterminado, na sexta-feira, e decidiram descumprir uma liminar do desembargador Rondon Bassil Dower Filho, para manter 70% do efetivo. O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), João Batista, disse, por meio de assessoria, que não cumprir a determinação também ao que se refere a garantia de atendimento aos advogados, sol e visitas. “Todos os servidores públicos tem direito a greve e nós sempre tomamos o maior cuidado de fazer nossas mobilizações dentro daquilo que é legal, dentro do nosso direito”.

A paralisação teve início após os servidores rejeitarem a proposta do governo de 5% de reposição salarial para o ano que vem e 5% para 2015. Os profissionais reivindicam melhores condições de trabalho e reposição salarial de 75%, em três vezes.

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