O atual campeão da Superliga terá um reforço de peso para a próxima edição do torneio. Trata-se do oposto Leandro Vissotto, que defendeu o Ural Ufa por uma temporada, e agora está apalavrado com o Rio de Janeiro. De acordo com o camisa 6 da seleção, que disputa o Campeonato Sul-Americano de vôlei em Cabo Frio, na Região dos Lagos, falta apenas a assinatura do contrato para que ele retorne à sua cidade natal, onde, curiosamente, só jogou nas categorias de base do Flamengo.
– Vou voltar, vou voltar nessa temporada. Estou praticamente fechado com o Rio de Janeiro. Ainda não é oficial, mas estamos apalavrados. Falta assinar. Assim que assinar, vamos tornar oficial. Eu sou do Rio de Janeiro, comecei no Flamengo dos 12 aos 16 anos. Desde então, nunca mais joguei lá. Sempre foi um sonho estar de volta e tenho certeza que vai ser uma motivação enorme jogar com minha avó, meu avô na arquibancada, meus amigos de infância. Vai ser muito bom essa união de fazer o que eu gosto com o fato de jogar com as pessoas próximas me vendo. Então é só alegria – afirmou ao GLOBOESPORTE.COM.

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O atacante de 2,11m começou no Suzano, passou por Pinheiros, Minas, Unisul e ficou por cinco anos na Itália, onde defendeu o Maggiora Latina, Prisma Taranto e Itas Diatec Trentino. Vissotto voltou rapidamente para o Brasil em 2010, quando defendeu o Vôlei Futuro, teve outra passagem pelo vôlei italiano, no Lanutti Cuneo. Mais tarde, fechou com o Ural Ufa, onde fez história ao levar o time pela primeira vez à decisão do campeonato nacional. A equipe perdeu para o Lokomotiv Belgorod e ficou com o vice, mas o jogador garante: não sentirá falta do frio russo.
– É difícil isso. Vai mudar a vida. É totalmente diferente. Inclusive, vir para cá, para Cabo Frio, e me adaptar com o calor, porque o ginásio é muito quente. Já sofri muito de jogar em Araçatuba depois de anos na Itália. E agora vai ser mais uma adaptação, mas melhor assim que o frio russo (risos) – brincou o atleta que, no Rio de Janeiro, encontrará colegas de seleção brasileira como Bruninho. Lucão, que defendeu o time na temporada passada, fechou com o Sesi-SP.

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No Ural Ufa, Vissotto jogava com provocador ‘Tintim’ russo: ‘É o jeito dele’

Curiosamente, no Ural Ufa, Vissotto jogava ao lado de Alexey Spiridonov, que ganhou o apelido de “Tintim” russo na Liga Mundial. O jogador ficou conhecido pela semelhança com o personagem de quadrinhos belga por conta do topete louro e a cabeça em formato quase oval. Ele virou uma pedra no sapato dos brasileiros na competição, vencida pelos russos, por conta das provocações que irritaram principalmente o técnico Bernardinho.
– É um cara com quem me relacionei super bem. Dentro de quadra sempre foi um guerreiro jogando junto, não tem o que falar dele. Mas jogar contra, ele é insuportável. Você com ele do lado, dá até risada. Mas os outros, do outro lado, ficam bravos. É o jeito dele. Na Liga Russa, os árbitros dão risada. Ele virou um símbolo lá, virou um personagem. Ele faz até pior lá – concluiu o camisa 6 do Brasil, que pega o Chile, nesta sexta-feira, às 20h30m (de Brasília), com transmissão do SporTV.

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