Acostumada a acelerar e vencer nas pistas, Sabrina Paiuta conquistou uma das vitórias mais suadas de sua carreira nesta semana. Na véspera dos primeiros treinos para mais uma etapa do campeonato brasileiro de motovelocidade, do qual ela é líder na classe 250, a competidora de 18 anos viu sua “vaquinha virtual” enfim alcançar os desejados R$ 50 mil para competir em um torneio europeu. A verba foi garantida praticamente “na linha de chegada”, quando faltavam algumas horas para o período de 30 dias se encerrar, e será usada pela competidora para correr na Alemanha e na França nas próximas semanas.

Apesar do intenso trabalho na redes sociais durante o último mês, Sabrina conta que ironicamente não estava “online” quando a meta foi batida, justamente por conta da viagem entre São Paulo e Cascavel, onde será realizada a etapa deste fim de semana do campeonato brasileiro. Para felicidade dela, as doações não pararam nos 100%, e continuaram ocorrendo até o fim do dia, quando a ação denominada “pote” se encerrou com R$ 57.621 arrecadados – 15% a mais do que o previsto.

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– Estou muito feliz! Quando eu saí de São Paulo ainda faltavam 15%. Estava no avião, não tinha contato com ninguém. Cheguei a Cascavel, já conectei à Internet e a administradora do pote me ligou quase chorando, dizendo “já transbordou, a gente conseguiu, e ainda vão colaborar mais!”. Ficamos na torcida para que as pessoas pudessem colaborar mais e mais – disse Sabrina, com uma alegria indisfarçável.

Mesmo com o sucesso da ação que garantiu a continuidade de sua carreira no exterior, Sabrina confessa que o processo de captação desta verba foi muito desgastante. Ainda brigando pelo seu segundo título nacional, já que faturou a Copa Ninja 250 Light em 2012, ela já faz planos para 2014. Seu desejo é seguir na European Junior Cup, porém com um esquema de patrocínio que a permita se concentrar apenas nas corridas.

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– Particularmente, não gostaria de passar por isso de novo. É muito trabalho, a gente fica o dia inteiro na Internet pedindo, divulgando, e não é legal para meu nome. Uma campeã, um dos destaques do Brasil, e ainda pedindo dinheiro. Como plano B foi sensacional, e até me deu uma visibilidade maior. Mas eu gostaria de ter patrocínio suficiente no ano que vem para ter uma carreira mais tranquila e focar mais no esporte, nos treinos, e não ficar preocupada se eu tenho verba ou não – admite a piloto, que foi a primeira mulher a pontuar na EJC.

Fã do italiano Valentino Rossi, nove vezes campeão mundial, Sabrina fez questão de agradecer outro ídolo, que também é uma espécie de conselheiro: Alexandre Barros, um dos organizadores do campeonato brasileiro de motovelocidade, e que ajudou a divulgar sua “vaquinha”. Emocionada, a piloto mandou uma mensagem às dezenas de pessoas que colaboraram com sua causa com doações que começavam com cotas de R$ 20.

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– Eu quero agradecer muito a todos que acreditaram no meu trabalho, a quem me apoiou e torceu por mim. Eu acredito que são essas energias positivas que me ajudam, na pista, a fazer o meu melhor todas as vezes. Estou extremamente feliz, e espero retribuir todas as colaborações neste final de semana e para o resto da minha carreira. Que tenham realmente orgulho de terem me ajudado!

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