Ainda há um caminho a trilhar, mas os fatos mostram que Neymar tem cada vez mais chances de conquistar sua primeira Bola de Ouro da carreira em breve. Vencedor do Prêmio Puskas de gol mais bonito em 2011 e único jogador que não atuava na Europa a figurar entre os dez melhores do mundo no mesmo ano – e 13º em 2012 -, o brasileiro já possui reconhecimento no exterior e agora conta um fator que pode ser catalisador no processo: a camisa do Barcelona.

A história recente aponta que a parceria entre jogadores brasileiros e o clube catalão é certeira na eleição dos melhores jogadores do planeta. Das oito vezes em que um brasuca conquistou o prêmio concedido pela Fifa, em seis o Barcelona foi o palco – as exceções são Ronaldo, em 2002, pelo Inter de Milão/Real Madrid, e Kaká, em 2007, pelo Milan.

Romário puxou a fila em 1994, quando, além de ser o destaque do tetracampeonato mundial com a Seleção, conquistou o Campeonato Espanhol e a Supercopa da Espanha. Em 1996 e 1997, Ronaldo encantou o mundo com as cores blaugrana e garantiu o primeiro bicampeonato da história do prêmio – os últimos seis meses da segunda temporada foram já no Internazionale. Dois anos depois, Rivaldo, também campeão nacional, voltaria a trazer o troféu para o Camp Nou, enquanto Ronaldinho Gaúcho foi o último destaque da parceira Brasil-Barcelona, conquistando o prêmio em 2004 e 2005.

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Mas quais seriam os passos que Neymar precisaria dar para deixar os concorrentes para trás e seguir com o legado de Ronaldinho e companhia? O camisa 10 do Atlético-MG acredita que não há segredo para o ex-santista.

– Sem dúvida acredito (que ele possa conseguir a Bola de Ouro). E torço para que ele consiga. É continuar fazendo o que ele vinha fazendo aqui, que as coisas vão acontecer naturalmente – disse R10.

O ‘inimigo’ mora ao lado

Apesar da boa fase e do novo clube, Neymar e qualquer outro concorrente à Bola de Ouro têm pela frente uma grande barreira a ser quebrada. O prêmio concedido pela Fifa vive um momento em que seu vencedor é praticamente hors concours: nos últimos quatro anos, Lionel Messi foi o vencedor, com distância razoável para os concorrentes. Em 2011, por exemplo, teve mais de 47% dos votos, enquanto no ano passado teve cerca de 41%.

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A presença de Messi fez com que companheiros de Barcelona também considerados craques ficassem em segundo plano na premiação. Em 2009, Xavi foi o terceiro colocado. No ano seguinte, Iniesta ficou com a segunda colocação e Xavi, com a terceira. Em 2011, Xavi voltou a ser terceiro, enquanto Iniesta ficou com o bronze no ano passado.

Neymar, desta forma, pode ter em seu companheiro de ataque o maior concorrente ao tão sonhado prêmio. O próprio camisa 11 já declarou inúmeras vezes que chegou ao Barça para ajudar Messi a ser o melhor do mundo novamente, e, assim, caso o clube catalão conquiste títulos nas próximas temporadas, os louros poderiam ir exclusivamente para o argentino – possibilidade na qual o comentarista Lédio Carmona, do SporTV, não acredita pelo perfil artilheiro do ex-santista.

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– Depende muito do que ele mostrar. O Iniesta consegue chegar às finais, mas não ganha porque o Messi está em uma fase espetacular e porque não faz muitos gols. O Neymar vai fazer muitos gols pelo Barcelona, e isso pode equilibrar um pouquinho a concorrência com o Messi. Acho que ele vai fazer os gols, e isso vai pesar a favor dele. Isso pesa muito em uma votação como essa – disse Lédio, que não vê chances do brasileiro vencer a disputa neste ano, mas projeta o troféu em breve.

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