O déficit em transações correntes – as compras e vendas de mercadorias e serviços do país com o resto do mundo – ficou em US$ 9,018 bilhões em julho, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta sexta-feira (23). No mesmo mês do ano passado, o resultado negativo era bem menor: US$ 3,746 bilhões.

Nos sete meses do ano, o saldo negativo das transações correntes ficou em US$ 52,472 bilhões, contra US$ 28,990 bilhões em igual período de 2012. Esse resultado correspondeu a 3,95% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, essa relação estava em 2,24%.

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De janeiro a julho, a balança comercial registrou déficit de US$ 4,989 bilhões. A conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) ficou negativa em US$ 26,222 bilhões, enquanto a de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) registrou déficit de US$ 23,073 bilhões.

O ingresso líquido de transferências unilaterais correntes (doações e remessas de dólares que o país faz para o exterior ou recebe de outros países, sem contrapartida de serviços ou bens) ficou em US$ 1,813 bilhão nos sete meses do ano.

Os dados do BC também mostram que o investimento estrangeiro direto, que vai para o setor produtivo da economia, chegou a US$ 5,212 bilhão em julho e a US$ 35,239 bilhões nos sete meses do ano. Esses investimentos não foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes.

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Apesar de o investimento estrangeiro direto ser o mais adequado para financiar o déficit, porque é de longo prazo, o país também tem outras formas para cobrir o resultado negativo das contas externas. Uma delas é o investimento estrangeiro em ações negociadas no Brasil e no exterior, que registrou ingresso líquido de US$ 269 milhões em julho e de US$ 6,547 bilhões nos sete meses do ano. Também houve investimentos em títulos de renda fixa negociados no país, com ingresso líquido de US$ 4,235 bilhões, no mês passado, e de US$ 15,272 bilhões.

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