Usain Bolt coloca marra antes de arrancar para a semifinal dos 200m rasos. Os velocistas normais usam todas as suas forças para buscar uma vaga na decisão da prova no Mundial de Moscou, mas não o jamaicano. Ele está acima da condição de normal, é lenda viva, como gosta de falar. Por isso, o Raio apenas passeou no estádio Luzhniki, abriu um grande sorriso a 50m da linha de chegada e poderia até ter conversado com o sul-africano Anaso Jobodwana. Bolt avançou com o quarto melhor tempo para a final de sábado, às 13h05m (de Brasília). Nada que o preocupe. Ele ri à toa. Tem combustível de sobra para queimar.
– Eu me diverti pela manhã, eu me diverti agora. E vou me divertir na final. Estou feliz por ter me classificado. Eu estava tentando apenas desacelerar cedo, mas depois eu vi Jobodwana ao meu lado. Eu não queria perder a corrida, então eu tive de trocar a marcha nos 25 metros finais – disse o jamaicano.

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A diversão de Bolt é dar espetáculo, e o público que quase lotou o estádio Luzhniki gostou do show. O Raio começa sua cena antes mesmo de ir à pista, acenando para a câmera na área de aquecimento. Ele mostra seu nome estampado na camisa, como se alguém precisa daquilo para identificá-lo. Basta encontrar o grandalhão de camisa amarela correndo à frente de todos.
Nesta sexta-feira, ele não voou, nem precisou disso. O jamaicano passeou, abriu vantagem já nos primeiros da curva e pôde pisar no freio muito antes do fim da corrida, sabia que estava garantido.

Com tanta energia armazenada, Bolt irá tentar quebrar o próprio recorde mundial de 19s19, conquistado no Mundial de Berlim, em 2009. Ele sonha ser o primeiro homem a correr os 200m abaixo de 19 segundos, uma marca espetacular que só uma lenda pode almejar.

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Entre os mortais que tentam ser mais rápidos que o Raio, destacam-se o americano Curtis Mitchell e o jamaicano Warren Weir. Este é o vice-líder do ranking mundial, atrás apenas de Bolt, claro. O primeiro, por sua vez, surpreendeu ao ficar com a melhor marca das semifinais (19s97).

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