No sábado, Bruno Scornavacca faz a segunda luta da sua carreira no octógono. Desta vez, a disputa será no ‘Warriors of God’, organizado pelo também lutador e participante, Evangelista Cyborg. Considerado pelo baixista do KLB uma inspiração para a pratica do MMA.

– É uma honra incrível estar em um evento de um cara que é e sempre foi meu ídolo. Sempre acompanhei as lutas dele e, além disso, torcia pelo Cyborg. Estar nesse card junto vai ser uma responsabilidade muito grande, mas vai ser um peso que me ajudará a fazer as coisas de forma bem solta – contou Bruno.

Apesar de ainda soar estranho para alguns, o cantor treina artes marciais há cerca de nove anos. Em sua estreia no esporte, Bruno finalizou Diego Ramones com um mata-leão, no Fair Fight MMA 1. Hoje, ele faz parte da equipe Chute Boxe e treina com destaques do UFC, como Felipe Sertanejo e Lucas Mineiro.

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– Estou me preparando desde dezembro, treinando direto com o pessoal da equipe. Pratico sempre, mesmo sem luta marcada, para estar preparado para o que vier – disse o peso meio-médio.
A luta

Em sua segunda luta, Scornavacca vai enfrentar Luiz Henrique. “Espinha” treina na Power Lotus Team, tem três vitórias, duas derrotas, um empate e nunca foi nocauteado ou finalizado por um adversário.

– Vi o Espinha lutar duas vezes. Mas eu ainda nem sabia que ia enfrentá-lo. Procuro não ficar observando o estilo de luta do meu adversário, porque a estratégia você tem que montar lá dentro – afirmou Bruno, que mesmo assim, adiantou o que pretende fazer.

– Sou striker, venho da luta em pé, da trocação, do boxe. Mas venho treinando muito forte meu jiu-jítsu também. Hoje, me sinto muito à vontade no chão. Porém, nessa luta, quero tentar meu jogo em pé, soltar ele – explicou.Amor pelo MMA

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Mesmo antes de começar a treinar, Bruno acompanhava o esporte e admirava as lutas. Praticante de artes marciais desde cedo, não foi tão surpresa o baixista se aventurar e começar a fazer sucesso também dentro do MMA.

– O MMA é fantástico, porque você tem que estar preparado em tudo, tem que ser completo. O que me ajudou foi sempre treinar com profissionais de ponta, como o Diego e o Macaco – afirmou.

A dedicação ao esporte sem compromisso de tê-lo como profissão para Bruno é um ponto positivo.

– Eu continuo batendo na mesma tecla: MMA é meu hobby. É uma coisa que eu sempre busquei, mas não vivo dele. Faço por prazer, por gosto, porque me faz bem. E, por esses motivos, é mais gostoso – disse.
O show não pode parar

Mesmo com o KLB fora das paradas há três anos, para Bruno ser músico continua sendo sua profissão. Tanto que a a banda formada em 2000, tem projetos para continuar no mercado.

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– Temos até músicas gravadas. Estamos na correria para montar esse projeto, mas consigo conciliar tranquilamente. Treino pela manhã e à noite e ainda consigo me dedicar ao meu trabalho, à banda.

Preconceito

Como é do meio artístico, a entrada de Bruno no MMA foi uma surpresa para muitos colegas e também lutadores. Mesmo com uma vitória no currículo, Bruno ainda sofre algum preconceito no esporte.
– Tem críticos e críticos. Aqueles que falam por não conhecer, que não sabem da minha existência no MMA, eu acabado respeitando. Digo isso porque quando ele souber do meu trabalho no esporte, vai me respeitar. Já para os que conhecem o meu trabalho e mesmo assim acabando falando besteira, talvez por conta de inveja, eu não tenho nada para falar – finalizou.

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