7 anos da Lei Maria da Penha - Foto: Ricardo Costa / AGORA MT
7 anos da Lei Maria da Penha – Foto: Ricardo Costa / AGORA MT

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) de Rondonópolis realizou na tarde desta quarta-feira (07) o lançamento das atividades do mês de agosto com palestras em comemoração aos sete anos da Lei Maria da Penha.

Segundo a Presidente do Conselho da Mulher, Mara Oliveira, a programação segue com palestras nas escolas, associações de bairros e nos Programas de Saúde da Família (PSFs). O encerramento será na sexta-feira (23) com a palestra da doutora Ana Emília Sotero Superintendente Estadual de Políticas Públicas para Mulheres e Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher.

Durante as apresentações os participantes contarão com palestras de psicólogos e assistentes sociais, onde serão trabalhados cinco tipos de violências, a física, psicológica, moral, patrimonial e sexual.

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A presidente do Conselho ainda afirma que o caso mais grave é a violência psicológica, onde as vítimas sofrem graves ameaças com frequência, constrangimentos e até cárcere privado. “O pior é que essas mulheres não se dão conta que estão sofrendo violência. Qualquer tipo de maltrato é violência e pode levar até mesmo a depressão” afirma a Mara Oliveira.

Violência física:  Homicídio, Tentativa de homicídio e Lesão corporal.

Violência Psicológica: Ameaça, Constrangimento Ilegal e Cárcere Privado.

Violência Moral: Calunia, Difamação e Injúria.

Violência Patrimonial: Extorsão, Dano e Estelionato.

Relato de uma das Vítimas

Dona L.B., 52 anos, casada há 31 anos é vítima de agressão física desde o momento em que casou. A vítima afirma que não tinha coragem de denunciar o marido por pena, companheirismo, medo.

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“Ele é a pessoa que me ajudou a criar meus dois filhos que não são dele, quando casei com ele já tinha um filho e estava grávida de outro” afirma a vítima.

Faz nove anos que dona L.B. procurou por ajuda. “Depois de muitos anos de sofrimento tomei a decisão de procurar ajuda, cansei e estou decidida, não quero mais. Depois que busquei ajuda no Conselho da Mulher tudo mudou pra melhor. Agora me sinto eu” finaliza a vítima.

Vítima de violência há 31 anos - Foto: Ricardo Costa / AGORA MT
Vítima de violência há 31 anos – Foto: Ricardo Costa / AGORA MT
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