O Banco Central informou hoje (23) que 44,82% das famílias brasileiras tinham dívida no sistema bancário no mês de junho deste ano. O percentual é o sexto recorde mensal seguido, em relação a dezembro do ano passado, quando era 43,41%. O nível de endividamento mais que dobrou em oito anos, de acordo com o BC. Quando a série histórica foi iniciada, em janeiro de 2005, o patamar de endividamento era 18,39%, e de lá para cá tem aumentado constantemente.

O BC informa que, descontado o crédito imobiliário, o endividamento familiar até junho cai para 30,41%, ou 100% a mais do que os 15,2% contabilizados em janeiro de 2005. O banco divulga o nível de endividamento sem o crédito imobiliário, porque considera a compra da casa própria formação de patrimônio, não uma dívida.

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Os números do Banco Central são diferentes dos calculados em outras pesquisas, de acordo com Newton Marques, do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal. Ex-servidor do BC, o economista explica que o BC faz o cálculo com base em informações do Sistema Financeiro Nacional, enquanto outras pesquisas consideram também as dívidas relacionadas a comércio e serviços, fora do sistema bancário. Por isso, a Ordem dos Economistas do Brasil estima endividamento familiar atual em torno de 57%, segundo o presidente da entidade, Manuel Enriquez Garcia.

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