Assembleia Geral do Sintep - Foto da Assessoria
Assembleia Geral do Sintep – Foto da Assessoria

Greve por tempo indeterminado, essa foi a decisão dos profissionais da educação na Assembleia Geral realizada na tarde desta segunda-feira (05), em Cuiabá. O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), cobra que o governo apresente proposta concreta sobre as reivindicações, entre elas, a dobra do poder de compra do salário dos trabalhadores em um prazo de sete anos.

Após 3 horas de discussões e avaliações sobre a pauta de reivindicações dos educadores em Mato Grosso, os profissionais aprovaram com grande maioria o início da greve geral. Cerca de 2 mil trabalhadores da educação, entre professores, técnicos e apoios administrativos participaram da assembleia geral.

Noventa municípios estiveram representados na instância de deliberação. Caravanas do interior chegaram à Escola Presidente Médici e lotaram o ginásio, o que demonstrou inicialmente a insatisfação da categoria.

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Henrique Lopes do Nascimento, diz que a assembleia geral confirma o sentimento dos trabalhadores que vinha sendo registrado nos últimos meses. O estado de greve desde abril não surtiu efeito no governo, que se limitou a responder à pauta de reivindicações sem apresentar propostas concretas de investimento em educação.

A greve dos trabalhadores da educação em Mato Grosso exige a dobra do poder de compra dos educadores, imediata realização de concurso público, chamamento dos classificados do último concurso, garantia da hora-atividade para interinos, melhoria na infraestrutura das escolas, aplicação dos 35% dos recursos na educação como prevê a Constituição Estadual e autonomia da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) nos recursos devidos na área.

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Henrique destaca que a pauta atual já é conhecida do governo estadual e os trabalhadores não encontram respostas para avançar. “Exigimos uma política de estado, que transponha a política de governo. Quando se fala em Ensino Médio, nós temos além da ausência de instrumentos pedagógicos a falta de investimentos concretos em infraestrutura e pessoal”.

O secretário de articulação sindical do Sintep/MT João Eudes Anunciação apontou à categoria durante a assembleia geral que a greve se tornou inevitável. “Esse governo não nos engana com um documento travestido de negociação. Esse governo nunca debateu a pauta de reivindicações e nós estamos cansados de compromissos que não são honrados”.

A greve tem apoio do Fórum Sindical, União dos Estadual dos Estudantes, Central única dos Trabalhadores, Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e Grêmio Estudantil da Escola Estadual Eucaris de Moraes Poconé.

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