A força aérea israelense bombardeou Gaza nesta quarta-feira (14), após o lançamento desde a faixa de Gaza de um foguete contra seu território, informou o Exército de Israel.

Apesar da confirmação do Exército israelense, as autoridades em Gaza ainda não se pronunciaram sobre possíveis vítimas e nem sobre danos materiais pelo ataque.

De acordo com a fonte, o míssil “alcançou uma posição de lança foguetes” ao norte de Gaza.

Na nota emitida, o porta-voz Peter Lerner disse que o disparo de foguetes contra território israelense é “situação absurda que não seria tolerada em nenhuma outra parte do mundo”.

“As Forças de Defesa de Israel continuarão operando com o objetivo de salvar vidas de civis israelenses e combatendo a infraestrutura terrorista na Faixa de Gaza”, acrescentou.

Leia também:  Filha de presidente posta foto amamentando e gera polêmica no país asiático

O bombardeio em questão vem à tona pouco depois da entrada de 15 dos 26 presos em Gaza, os quais foram libertados por Israel para impulsionar o diálogo de paz que recomeça em Jerusalém nesta quarta-feira, patrocinado pelos Estados Unidos.

A Faixa de Gaza é controlada pelo Hamas, o principal movimento islâmico palestino, contrário à retomada das negociações.
Também nesta quarta-feira, o ministro da Habitação de Israel, Uri Ariel, anunciou que o país construirá em breve milhares de casas nos assentamentos da Cisjordânia.

“Vamos construir milhares de casas no próximo ano em Judeia e Samaria (Cisjordânia). Ninguém dirá onde podemos construir”, afirmou Ariel.

Ariel, membro do Lar Judeu, partido nacionalista religioso contrário à criação de um Estado palestino, informou que as construções acontecerão nas colônias isoladas e não apenas nos blocos onde vive a maioria dos 360 mil colonos instalados na Cisjordânia.

Leia também:  Homem fica ileso após ser arremessado por ônibus na Inglaterra

Os dirigentes israelenses pretendem anexar os grandes blocos de colônias em um acordo com os palestinos, enquanto os assentamentos isolados poderiam ser desmantelados.

Nos últimos dias, o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acelerou a colonização, o que cria um clima de tensão para as negociações com os palestinos.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.