Os juros médios cobrados pelo sistema financeiro nas suas operações de crédito subiram de 18,5% ao ano para 19,1% ao ano entre junho e julho, maior percentual desde setembro do ano passado, em meio a um processo de alta dos juros básicos na economia.

Os dados, divulgados há pouco pelo Banco Central, mostram que, desde janeiro, quando a autoridade monetária começou a sinalizar um aperto nas condições financeiras, a taxa de juros média cobrada pelo sistema financeiro subiu 1,1 ponto percentual.

Em julho, a alta dos juros foi mais forte nas operações contratadas com pessoas físicas, cujas taxas médias subiram para 25,1% ao ano, ante os 24,2% ao ano observados no mês anterior.

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No crédito a pessoas jurídicas, também houve alta dos juros cobrados entre junho e julho, de 14,1% ao ano para 14,4% ao ano, mas a variação foi menor do que no crédito a pessoas físicas.

A maior parte da alta dos juros cobrados pelo sistema financeiro se explica pelo aumento dos “spreads” bancários, que passaram de 10,9 pontos percentuais para 11,4 pontos percentuais entre junho e julho. O spread é a diferença entre os custos de captação dos bancos e os percentuais cobrados dos clientes nos empréstimos.

O custo médio de captação dos bancos subiu levemente, de 7,6% ao ano para 7,7% ao ano, entre junho e julho.

Nas operações de crédito com pessoas físicas, “spread” passou de 16,2 pontos percentuais para 16,9 pontos percentuais no período. No crédito às empresas, o incremento foi de 6,8 pontos percentuais para 7,1 pontos percentuais.

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