A maior parte da população brasileira apoia os protestos que invadiram as ruas do País a partir de junho. Uma pesquisa do Ibope, feita a pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), divulgada nesta terça-feira (6), mostra que 84% dos brasileiros são favoráveis às manifestações, que motivaram o início da discussão da reforma política no País.

A pesquisa indica ainda que, ao contrário da maioria, 14% dos entrevistados são contrários às manifestações. Completam a pesquisa 1% de brasileiros que são indiferentes aos protestos e 1% que não soube responder à pesquisa.

Para chegar ao resultado, o instituto entrevistou 1.500 pessoas, com mais de 16 anos, entre os dias 27 e 30 de julho em todo o País. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

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De acordo com o Ibope, “em relação às manifestações populares que vem ocorrendo nas últimas semanas, a maioria da população é favorável, principalmente os entrevistados das capitais, mais jovens, mais escolarizados e com maior renda familiar”.

Quanto mais alto o grau de estudo, maior o apoio dos brasileiros: 93% dos entrevistados com nível superior apoiam as manifestações. Entre os que possuem o ensino médio, 89% aprovam as passeatas.

A proporção também aumenta conforme cresce o rendimento do entrevistado: 91% dos que têm renda familiar acima de dez salários (R$ 6.780) são favoráveis aos protestos.

Outro recorte, que considera a idade, mostra que os jovens são os principais apoiadores da causa: 90% dos que têm entre 16 e 24 anos apoiam os protestos. Por fim, nas capitais, 89% dão sinal verde para as manifestações.

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As principais razões que nutrem a ida dos manifestantes às ruas, de acordo com a pesquisa OAB/Ibope, são a revolta, opinião de 37% dos entrevistados, e a sensação de abandono e descaso dos governantes, com 32%.

O sentimento de esperança leva as pessoas às ruas para 13% dos entrevistados. Em quarto lugar, aparece a frustração, com 9%. Completam a lista os sentimentos de confiança (3%), orgulho (2%), nenhuma destas/outra (2%) e não sabe/não respondeu (3%).

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