A ansiedade era grande. Anderson Henriques não parava quieto na arquibancada do estádio Luzhniki, mesmo depois de uma desgastante prova de 400m rasos. Ele voltou a melhorar sua marca em Moscou e quebrou pela primeira vez a barreira dos 45 segundos – completou a distância em 44s95, com direito a uma ultrapassagem sobre o belga Kévin Borlée nos metros finais. Só que o gaúcho precisou esperar mais duas baterias para ter a confirmação: com o oitavo melhor tempo, estava na final já em uma estreia em Mundiais.

– Eu ouvi a voz do meu trinador na cabeça: “Você tem de fazer força nessa última reta”. Eu coordenei ainda mais a corrida, vi que estava me aproximando do belga e abri a passada. Estou muito feliz por melhorar minha marca pela segunda vez consecutiva, a quarta neste ano. Isso é resultado de muito treino, de muita concentração para esse Mundial. Agora vou descansar para tentar baixar meu tempo de novo na final – disse Anderson.

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Em ascensão, o gaúcho, que foi vice-campeão da Universíade este ano, repetiu a estratégia da eliminatória, largou com tudo e fez muita força para manter o ritmo na primeira das três baterias. Ele entrou na reta final em quarto, mas se doou, acreditou que conseguiria superar o belga Kévin Borlée e conseguiu. Ficou atrás apenas do saudita Yousef Masrahi e do americano Tony McQuay.

– Eu já tinha a expectativa de fazer uma prova forte. Se eu não entrasse com o pensamento de melhorar minha marca eu não estaria na final. Então larguei bem, fiz as mesmas passagens da eliminatória e forcei mais na reta final – disse o brasileiro.

Ele já estava nas nuvens com sua marca, abria um grande sorriso, mas queria mais. Queria ser o primeiro finalista brasileiro nos 400m rasos em 14 anos, desde que Sanderlei Parrela levou a prata no Mundial de Sevilla. Ao fim da terceira bateria, a festa foi completa, ainda que tímida por causa do cansaço. Mais uma meta estava cumprida.

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