Em meio à polêmica surgida com a falha do revezamento 4x100m feminino na final do Mundial de Atletismo de Moscou, no último domingo, a atleta Rosângela Santos disse estar chateada pela perda da medalha e lamentou o fato ao contar que a queda do bastão na última passagem era algo raro nos treinamentos da equipe. Rosângela correu a semifinal da prova e, junto com as companheiras, quebrou o recorde sul-americano. Na final, deu lugar a Vanda Gomes e, na corrida pelo título, a substituta não conseguiu segurar o bastão na passagem de Franciela Krasucki.

– A medalha estava nas nossas mãos. A gente nunca entrou tão bem numa prova. E o bastão cair, uma coisa que a gente não derrubava no treino, era raro, foi acontecer justo na competição. A gente está sujeito a isso, mas a sensação de ter que esperar mais dois anos para poder tentar essa medalha de novo, podendo ter saído de lá com a medalha no peito… Foi mais chateação do que frustração mesmo – afirmou a velocista.

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Apesar de ter ficado de fora, Rosângela contou que a entrada de Vanda Gomes já estava prevista antes mesmo da semifinal.

– Tinha me machucado no Sul-Americano, quando já tinha sido convocada para o Mundial, só que estou com um problema de fascite plantar nos dois pés, mas que agravou um pouco depois no direito. Fiquei até no Rio tratando, não fui para o camping de revezamento para chegar lá bem, o que atrapalhou um pouco os treinos. Tive que fazer uma seletiva contra a Vanda para saber quem ia correr o revezamento. Até então seria para correr os dois tiros, mas como o Nakaia (técnico) viu que ambas estavam muito bem, com o tempo muito parecido, então ele optou por me colocar na semifinal e ela na final.

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Apesar de tratar com naturalidade o fato de ter ficado de fora da equipe na final, após a prova, Rosângela criticou Vanda pela maneira como justificou a falha – depois da final, Vanda afirmou que faltou treino, declaração que gerou atrito com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), como com o técnico do revezamento, Katsuhico Nakaya.

O desembarque de Vanda Gomes em São Paulo deixou evidente o racha entre a atleta e as demais integrantes da equipe. O treinador-chefe da delegação brasileira na Rússia, Ricardo D’Angelo, afirmou que pedirá a suspensão da velocista por um período de seis meses a um ano.

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