Foto de Marianna Massey/Getty Images
Foto de Marianna Massey/Getty Images

Sutiãs, que foram aparecendo de uma forma ou de outra, desde pelo menos o século 15, têm sido artigo de primeira necessidade nos guarda-roupas das mulheres por tanto tempo que você não poderia imaginar que fosse preciso algum manual de instruções.

Ainda assim, oito de cada dez mulheres ainda usam o tamanho errado, de acordo com fabricantes de roupa íntima como Jockey International Inc., em Kenosha, Wisconsin, nos Estados Unidos, e Wacoal Holdings Corp., em Kyoto, no Japão.

“Elas simplesmente não percebem, mas isso realmente as deprecia”, disse Christine Claro, que ajuda as mulheres a encontrarem seu tamanho certo no departamento de lingerie da Bloomingdale’s. “Uma vez que as ajudo a encontrar o sutiã certo, as meninas me abraçam, beijam e choram”.

Com a esperança de compartilhar esse amor – e as vendas adicionais que vêm com ele -, os fabricantes de roupa íntima têm uma ênfase renovada sobre a arte indefinível de acasalar mulheres com sutiãs que realmente se encaixem e ajustem. As ações são altas: os sutiãs contabilizam mais da metade dos US$ 11 bilhões por ano dos negócios de lingerie dos EUA, de acordo com o pesquisador de mercado NPD Group.

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E desde que as mulheres têm mostrado que estão dispostas a mudar seus sutiãs, com o tempo – do estilo peito-achatado preferido pelas melindrosas de 1920 aos sutiãs milagrosos da década de 1990 -, as empresas estão desafiando crenças antigas sobre as roupas íntimas.

A Jockey, uma empresa de capital fechado iniciada em 1876 como um negócio de venda de meias de melhor qualidade para lenhadores, lançou, em maio, um novo sistema de tamanhos. Ao invés das medidas padrão como 32A e 34B, que têm sido usadas desde a década de 1930, começou a oferecer 55 novos tamanhos com definições como 4-36 e 10-44.

KIT DE ENCAIXE

O primeiro número do par separado por hífen refere-se a um dos 10 tamanhos de taças patenteadas que a Jockey desenvolveu a partir da análise, em 3D, de 800 mulheres. As clientes usam “kit de encaixe” da Jockey, com 10 taças de plástico para ver qual delas melhor se adapta com as variações de seus seios. O segundo número é baseado na medida do tronco debaixo do busto.

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“Levamos literalmente oito anos para desenvolver este sistema de encaixe e sutiã volumétrico”, disse Dustin Cohn, diretor de marketing da Jockey. Os peitos são tridimensionais, então medir apenas com uma fita métrica não funciona bem, disse ele. Mas nem todo mundo aceita a revisão de tamanho da Jockey.

“Nós temos um sistema que funciona”, disse Debby Gedney, presidente da Luxury Intimate Brands, na Komar, uma empresa de vestuário de 105 anos, de propriedade familiar, cujas linhas incluem Ellen Tracy e Betsey Johnson. “É simples? Não, mas não vamos complicar ainda mais”.

GERAÇÃO COMPLETA

Jessica Pfister, vice-presidente da Le Mystère, da Komar, uma marca de lingerie de luxo que é vendida na Bloomingdale’s, na Macy’s Inc., na Harrod’s e em outros lugares, disse que é fundamental uma melhor comunicação com os consumidores: “É essencial, especialmente hoje em dia, quando a nova geração que atinge a maturidade é ainda mais plena do que era antes”.

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Em setembro, Le Mystère apresentará uma campanha na internet para demonstrar o ajuste apropriado. Uma série de antes e depois com fotos mostrará mulheres comuns do pescoço para baixo – não modelos – vestindo camisetas sobre seus sutiãs velhos, e em seguida, com sutiãs Le Mystère que realmente se encaixam bem.

Com o tamanho correto, disse Pfister, as mulheres pareciam visivelmente mais confiantes, e mais magras. “O sutiã do tamanho certo levanta os seios sobre a caixa torácica que fica um pouco mais estreita”, disse ela.

Nos anúncios, a Le Mystère não usará mulheres comuns, mas uma linda modelo, embora com seios naturais. “Sempre usamos modelos naturais, exceto quando fizemos uma linha especialmente para mulheres com seios aumentados”, segundo Pfister, que disse que seios aumentados são muitas vezes reconhecíveis, porque estão mais espaçadas de “leste a oeste”, e estranhamente firmes e circulares.

“Mesmo que pareça natural, o busto aumentado não reage a um sutiã da mesma forma”, disse Pfister. “Queremos mostrar exatamente o que estamos fazendo com seios naturais”.

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