Quando a Ferrari confirmou a chegada de Kimi Raikkonen para o lugar de Felipe Massa em 2014, muitos rumores apontaram que Fernando Alonso teria ficado insatisfeito com a decisão. O espanhol é conhecido por não ser muito afeito a concorrências internas. Sua rivalidade com Lewis Hamilton na McLaren em 2007, por exemplo, acabou desestabilizando a equipe. Porém, na primeira semana de GP após o anúncio do time de Maranello, o espanhol tratou de rebater as acusações e ainda foi além: garantiu que sugeriu o nome de Raikkonen para a escuderia.

– Quando a Ferrari me disse que estava liberando o Felipe, eles pediram minha opinião sobre o substituto. Eu disse que Kimi era a melhor opção do mercado – bradou Alonso em entrevista em Cingapura, palco da etapa deste fim de semana.

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Segundo o piloto da Ferrari, a chegada de um piloto experiente como Kimi Raikkonen, de 33 anos, será importante para 2014 em razão das diversas mudanças que a Fórmula 1 experimentará com a chegada dos novos motores V6 turbo 1.6 litros no lugar dos V8 aspirado 2.4 litros.
– Haverá muitas mudanças nos próximos anos. Então sua experiência de anos na F-1 terá uma importância vital no desenvolvimento do carro em janeiro e fevereiro – explicou.

Dono do título de 2007 pela própria Ferrari, Raikkonen formará uma dupla de campeões mundiais com Alonso, vencedor das temporadas de 2005 e 2006 pela Renault. A última fez que o time vermelho contou com dois campeões mundiais ao mesmo tempo foi em 1953, com Giuseppe Farina e Alberto Ascari.

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O espanhol, que teve Massa atuando como escudeiro nas últimas temporadas, nega que a presença de Kimi represente uma ameaça. Ele lembra que quando chegou à Ferrari, o próprio brasileiro – apesar de estar se recuperando do acidente de 2009 – estava valorizado, por quase ter abocanhado o título de 2008. Naquela ocasião, curiosamente, a equipe preferiu manter Massa ao invés, justamente, de Kimi.

– Sim, somos campeões mundiais. Mas não acho que isso faça alguma diferença. As pessoas estão dizendo exatamente a mesma coisa que diziam sobre minha relação com Felipe quando cheguei aqui em 2010. A motivação é sempre de fazer o meu melhor. Não acho que alguém possa me pressionar mais do que eu mesmo me pressiono – completou.

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