Thiago Sousa fala sobre o preço da erva mate - Foto: Assessoria
Thiago Sousa fala sobre o preço da erva mate – Foto: Assessoria

Dois tradicionais hábitos mato-grossense e gaúcho estão custando mais caro, é o Tereré e o Chimarrão. A alta no preço da erva mate em Rondonópolis e no Brasil, tem surpreendido os consumidores na hora de comprar o produto, porém além dos clientes os comerciantes também sentem o impacto.

De acordo com Thiago Sousa, proprietário da Tereré e Cia, loja especializada em Tereré e Chimarrão, a alta vem sendo percebida há oito meses desde o período da entressafra. Segundo ele três aspectos contribuíram para a alta, o arranque de ervais, a estiagem e o competitividade do mercado brasileiro.

“Em 2002 a arroba da erva mate custava em torno de R$ 1,50, por este motivo, muitos agricultores deixaram de cultivar a cultura e foram arrancando a planta. Hoje estamos em um cenário completamente diferente, primeiro veio à estiagem, o que deu um ponta pé inicial nos preços e para se ter uma ideia, o preço da erva mate já subiu 50% de janeiro para cá. Além disso, muitas empresas de cosméticos e bebidas estão utilizando a erva mate como matéria prima, então temos pouca erva mate e muita procura”, explicou Thiago da Tereré e Cia.

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Ainda conforme Thiago, em janeiro de 2013 a arroba da erva mate custava em torno de R$ 5,00, hoje as ervateiras estão pagando cerca de 17R$ na arroba, mas ele acredita que até o fim do ano o preço se estabilize.

“O governo rio-grandense ainda tentou segurar a alta da folha, reduzindo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para insumos como a Erva-Mate, porém não foi o suficiente e o preço continua subindo. Nós mato-grossenses sofremos mais um pouquinho porque temos o frete para pagar, mesmo assim conseguimos ter um preço menor devido sermos especializados na erva mate”, finalizou Thiago Sousa.

Jaqueline Oliveira é cliente da loja Tereré e Cia e disse que tem pesquisado antes de comprar sua erva de chimarrão. “Eu  procuro o melhor preço, porque em minha família nós consumimos muito, principalmente no calor. No mercado o preço está maior, por isso eu vou a uma casa especializada, onde eu encontro tudo que eu quero com um preço mais acessível”, pontuou.

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