Se não cumprir exigências do Ministério Público, festival terá de pagar multa diária de R$ 10 milhões.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou condições para a continuidade do Rock in Rio 2013, após o Ministério Público Estadual ter pedido a suspensão do evento por não ter médicos e equipamentos médicos suficientes para atender o público estimado em 85 mil pessoas por dia.

Se não cumprir as exigências, a organização terá de pagar multa diária de R$ 10 milhões. A ação foi movida pelo MP após uma vistoria na Cidade do Rock, em Jacarepaguá, com a presença do Corpo de Bombeiros.

Em decisão publicada nesta quarta-feira (18), a juíza Márcia Cunha de Araújo Carvalho, da 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, afirmou que o evento só poderá ser realizado entre os dias 19 e 22 se comprovar que foram sanadas as irregularidades apontadas pelo MP.

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Segundo a decisão, a organização terá de assegurar a “disponibilização de recursos mínimos exigidos para emergências, especialmente as referentes aos postos médicos e ambulâncias”.

De acordo com o MP, o Rock in Rio descumpriu exigências quanto ao número de médicos, leitos, técnicos de enfermagem, ambulâncias e equipamentos. Também falhou na sinalização e na montagem dos postos de atendimento, entre outras infrações.

A decisão judicial também marcou uma inspeção para 17h desta quarta-feira. Em nota, a organização do Rock in Rio afirmou que “ficou constatada a regularidade do evento”.

“O Rock in Rio 2013 está liberado pela Juíza Marcia Cunha Silva Araújo de Carvalho, da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, para a sua plena realização”, disse a nota.

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“Em 28 anos de história, com cerca de 7 milhões de pessoas presentes nas Cidades do Rock, nunca houve nenhum incidente que mereça registro. Durante os três primeiros dias de festival nenhuma pessoa ficou sem assistência. Mais de 2000 pessoas foram atendidas, sendo 12 remoções, e nenhum caso grave registrado”, acrescentou o texto.

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