O empate apontado por CJ Ross na luta entre Floyd Mayweather e Canelo Alvarez no último sábado pode ter sido a última avaliação da árbitra em um confronto profissional. Depois de receber pesadas críticas – os outros dois juízes deram a vitória ao americano -, a veterana dos ringues enviou um e-mail à Comissão Atlética de Nevada comunicando seu afastamento por tempo indeterminado de suas funções. As informações são do “Las Vegas Review Journal”.

– Vou tirar algum tempo longe do boxe, mas manterei contato – disse, em mensagem endereçada ao diretor executivo da entidade, Keith Kizer, na última terça-feira.

Aos 64 anos, Ross possui uma licença válida até o fim de 2013. Segundo pessoas próximas, é provável que a própria árbitra não peça a renovação. No domingo, ela teria defendido sua avaliação do confronto que valeu o cinturão dos meio-médios da WBO. Mas, incomodada com os holofotes sobre ela, teria recuado.

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– Ela se sentiu mal com o foco nela. Nós reconhecemos e respeitamos a decisão de CJ – disse Kizer.

Enquanto Ross apontou empate de Mayweather e Canelo em 114-114, o canadense Craig Metcalfe e Dave Moretti, de Las Vegas, deram vitória de “Money” com folga — 117-111 e 116-112, respectivamente. As críticas sobre a árbitra mulher foram enfáticas porque, no ano passado, ela esteve envolvida em outra decisão polêmica. E, naquela ocasião, sua avaliação teve influência direta no resultado final da luta.

No duelo em que Timothy Bradley quebrou a invencibilidade de sete anos de Manny Pacquiao, Jarry Roth, assinalou vitória de Bradley em apenas cinco rounds (2, 7, 10, 11 e 12) e deu a vitória para Pacquiao por 115-113. CJ Ross viu o americano triunfar por 115-113 levando a melhor em sete etapas (2, 5, 7, 8, 10, 11 e 12), enquanto Duane Ford apontou o mesmo resultado, com vitória nos rounds 1, 5, 7, 8, 9, 10 e 12.

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De acordo com dados da própria organização do evento, Pacquiao acertou 253 golpes em 751 tentativas (34% de aproveitamento), desferindo mais socos certeiros em 10 dos 12 rounds. Já Bradley teve sucesso em 159 dos 839 socos, que representam apenas 19% de eficiência.

Chefão do UFC, Dana White considerou a decisão “nojenta”. E quando o agente de Pacquiao, Bob Arum, admitiu publicamente que lucraria mais com a derrota do que com o triunfo de seu cliente, a WBO decidiu revisar o confronto. Na nova avaliação, com cinco árbitros assistindo aos vídeos do confronto, Pacquiao foi considerado vencedor por unanimidade. O reconhecimento da entidade, no entanto, não bastava para que o cinturão fosse devolvido ao filipino, algo que só poderia ser feito através de revanche.

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