Aos 37 anos, Mark Webber está a sete etapas de se despedir da Fórmula 1. E com a hora do adeus cada vez mais próxima, o australiano da RBR, o mais velho do grid atualmente, admite que sua motivação não é mais a mesma de alguns anos atrás.

– Em termos de motivação, estive no meu limite nos últimos anos. É preciso se deixar levar. A cada temporada você precisa se renovar e o frio na barriga não é mais o mesmo de quando tinha 24 anos. Conversei com alguns bons esportistas que passaram por esta encruzilhada e tiveram dificuldades para tomar essa decisão. Anos atrás, lembro-me de ouvir alguns deles falarem que enquanto mantivessem a motivação, continuariam. Eu nunca entendia o que isso significava. Como você poderia perder sua motivação? Mas os questionamentos não pararam de chegar. E cada vez mais em maior frequência do que no passado – explicou em entrevista à revista “F1 Racing Magazine”.

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Webber se aposentará da Fórmula 1, mas não das pistas. A partir de 2014, ele integrará o novo projeto da Porsche no Mundial de Endurance, mesmo campeonato disputado por outros ex-F-1 como Bruno Senna, Kamui Kobayashi, Giancarlo Fisichella, Lucas di Grassi, dentre outros.

O australiano acredita que ainda teria condições de seguir por mais um ano na F-1, mas as mudanças no regulamento (introdução dos novos motores V6 turbo) e a oportunidade de respirar novos ares em outro certame pesaram em sua decisão.

– Provavelmente deixarei a F-1 um ano mais cedo. Mas com as mudanças da próxima temporada e a oportunidade de se juntar à Porsche, esta é a melhor jogada para mim.

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Com passagens por Minardi, Jaguar, Williams e RBR, Webber já disputou 208 GPs na F-1, somando nove vitórias, 11 poles e 38 pódios ao longo de 12 temporadas. Em 2010, teve sua melhor temporada: quase se consagrou, deixando o título mundial escapar para o companheiro Sebastian Vettel na última etapa.

O veterano ressalta que sua paixão pela velocidade segue intacta e afirma que foi a incessante rotina da Fórmula 1 a grande vilã de sua queda de motivação. Apesar das corridas do Mundial de Endurance serem longas e exigentes, o campeonato possui menos etapas e o ambiente é mais tranquilo.

– Ainda gosto de entrar no carro, apertar o cinto de segurança e guiar até o pitlane. A questão não é correr, competir. É sobre manter um programa na F-1 por 11 meses no ano. Viagens, hotéis, a natureza repetitiva do trabalho, um pouco da mídia… Um monte de coisas que você está feliz para lidar quando é novo e ainda tem brilho nos olhos. No fim, isso forçou a me perguntar: Tenho que estar aqui fazendo isso? E quando a Porsche veio, pude me olhar nos e dizer: “Bem, provavelmente não terei que fazer algumas dessas coisas nunca mais”.

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