O Sul-Americano de vôlei em Ica, no Peru, é disputado no sistema de pontos corridos, diferentemente do que aconteceu em Lima, no próprio país, em 2011, no Sul-Americano anterior, jogado com semifinais e final. Agora, as seis seleções se enfrentam em cinco dias de jogos. Quem somar mais pontos fica com a taça. Desta forma, cada jogo é visto como decisivo nas pretensões do Brasil de manter a hegemonia de dez anos na competição e de buscar a vaga na Copa dos Campeões e no Mundial do ano que vem, na Itália. Por isso, o duelo de logo mais diante da Argentina, a partir das 19h (de Brasília), sempre quente e cheio de rivalidade, tem um ingrediente a mais: o time brasileiro não pode errar.
Na estreia, o Brasil venceu atropelando o time juvenil do Chile, que em três sets anotou apenas 19 pontos no total. Na segunda partida, também tranquila, vencida por 3 sets a 0, a Colômbia deu um pouco mais de trabalho. Agora, o time de José Roberto Guimarães encara as hermanas, que também conseguiram dois triunfos. O da estreia contra as mesmas colombianas, por 3 sets a 2, e o da quinta-feira, na segunda rodada, diante da Venezuela, por 3 sets a 1. Outro time que venceu as duas que fez foi o Peru, que também está na briga.

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– Vai ser um jogo mais parelho, a gente sabe disso. Teremos que mudar o estilo de sacar, diferente do que foi contra a Colômbia. Teremos que fazer um saque mais tático, as argentinas tem um estilo de jogo mais parecido com o nosso, com bolas rápidas de meio. Elas têm a número 10, que bloqueia muito bem. É um jogo mais rápido – explica a central Thaisa.

E se as demais rivais, apesar da tradição do vôlei no Peru, estão abaixo, o time argentino, mesmo sem trazer quase a metade do elenco, pensando no pré-mundial, em San Juan, em casa, onde tem mais chances de brigar de igual para igual – já que possivelmente o Brasil não estará – é rodado.

Tirando as meninas do time sub-18, entre elas a musa Barbara Frangella, grande parte joga fora da Argentina e tem rodagem em Grand Prix e outros torneios internacionais. A malícia, segundo Zé Roberto, deixa o jogo diferente dos demais, apesar dele achar que a decisão sobre a vaga ainda não acontece nesta sexta-feira.

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– Não vejo como uma final antecipada. A Argentina fez um jogo apertado com a Colômbia, equilibrado, acredito que agora seja um jogo mais complicado do que contra a Colômbia. Eles ganharam confiança ao vencer esse jogo e depois da Venezuela. Não tenho dúvida de que vão tentar fazer um jogo melhor com a gente. Mas não vejo como uma final. Jogar no Peru sempre é difícil, principalmente contra o time da casa. A torcida ajuda, incentiva. Acho que é mais um jogo para a gente e precisamos vencer para seguir em busca da vaga na Copa dos Campeões e no Mundial – frisa Zé.

Hermanas sabem que vencer é improvável

Mesmo sabendo da rivalidade entre os dois países até quando o assunto é bola de gude, a capitã argentina Emilce Sosa não esconde que o favoritismo é todo brasileiro. Jogando na Romênia, ela tem bagagem e experiência quando o assunto é duelar com o Brasil. Só que com o time bicampeão olímpico completo, e a Argentina desfalcada, uma vitória no encontro de logo mais é quase improvável.

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– Viemos preparadas para jogar contra qualquer equipe. Esse é o nosso pensamento. Mas atuar diante do Brasil é muito difícil. O time veio completo, sabemos que é quase impossível vencê-las aqui. O Brasil tem um time de classe mundial, veio com toda a sua força, mas viemos para jogar contra qualquer um. Além disso, jogos assim servem para crescer o nível do grupo que temos – diz Emilce.

Além dela, Lúcia Fresco joga na Alemanha, e a líbero Lúcia Gaido também atua na Romênia. Outras três meninas, Sol Piccolo, Barbara Frangella e Elina Rodriguez estiveram no Mundial Sub-18, na Tailândia, quando a Argentina ficou em 17º lugar no geral.

– Jogar contra o Brasil não vai ser nada fácil, mas é uma experiência importante para nosso time. Esse tipo de duelo nos fazer aprender – explica Barbara Frangella, que com 16 anos enfrentará o Brasil pela primeira vez no profissional.

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