O governo brasileiro já começa a reduzir suas expectativas sobre o teor resposta oficial dos Estados Unidos em relação às denúncias de espionagem prometida para esta terça.

Nos bastidores, auxiliares da presidente Dilma Rousseff alertavam ontem que não necessariamente a Casa Branca fará uma manifestação “satisfatória” na quarta-feira após reunião do chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, com a conselheira nacional de segurança dos EUA, Susan Rice.

Se o pronunciamento “satisfatório” não ocorrer amanhã, a visita de Estado a Washington em outubro permanece indefinida. Segundo assessores, Dilma quer uma posição definitiva de Barack Obama antes de sua viagem a Nova York, em 23 de setembro, para a assembleia-geral da ONU.

Ontem, ela contou, em caráter reservado, como foram os 40 minutos de conversa com Obama na última quinta-feira, em São Petersburgo. Conforme interlocutores, Dilma disse ao homólogo dos EUA não ter encontrado na legislação daquele país nada que justificasse o monitoramento de seus dados, citando terrorismo e posse de armas nucleares como exemplos.

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Ainda segundo relatos, a presidente disse ao mandatário norte-americano que seu país colocou o governo brasileiro em uma situação “muito difícil” para a relação bilateral, e que precisa de “condições políticas” para manter a visita de outubro de pé.

Dilma contou, ainda, que Obama alegou desconhecer a dimensão da espionagem e pediu que a presidente “acreditasse nele”. No encontro, o norte-americano teria explicado que, nesse caso, não haveria benefício no monitoramento, apenas custo.

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