Sebastian Vettel não só venceu o GP de Cingapura, neste domingo, como realizou um “Grand Chelem” – pole, melhor volta e vitória de ponta a ponta. Apesar da performance impecável do tricampeão, ele foi, mais uma vez, vaiado ao subir no pódio. O chefe da RBR, Christian Horner, diz que o alemão precisa ignorar a reação do público, e cita o caso de Fernando Alonso para mostrar que o trajeto céu-inferno-céu pode mudar bruscamente.

– Há alguns anos, vaiavam Alonso quando ele estava correndo contra Lewis Hamilton, ou durante os anos em que estava dominando o esporte, na Renault. Mas, às vezes, o vilão pode acabar virando herói.

Horner reiterou que as vaias a Vettel foram completamente injustas e desnecessárias.

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– Você nunca verá um mecânico da RBR pulando de alegria quando outro competidor se der mal, porque, no fim do dia, isso não é algo desportivo. Isso não é justo, e não importa o que Sebastian disser, ele é um ser humano e pilota com o coração. Não creio que seja certo ou desportivo. Ele pilotou como ninguém, e teve um fim de semana sensacional. Ele deveria ser aplaudido e não vaiado – diz Horner.

Lewis Hamilton, da Mercedes, faz coro e afirma que é decepcionante ouvir os fãs vaiando o piloto da RBR.

– As vaias são uma coisa tão negativa. Especialmente quando alguém trabalha tão duro para ser bem sucedido. Ninguém deveria receber vaias pelo seu sucesso, independentemente de esse sucesso ter vindo de maneira difícil ou fácil. E o vi no pódio e fiquei feliz por ele.

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No GP da Itália, em Monza, Os “tifosi”, como são chamados os fãs da Ferrari, são conhecidos como os torcedores mais apaixonados da Fórmula 1, deixaram o protocolo de lado e não pouparam vaias ao garoto prodígio. Mas o líder do campeonato levou na boa e até brincou.

– Você pode ouvir a diferença quando vence aqui sem vestir um macacão vermelho. No fim, isso é bom. Significa que fizemos um bom trabalho ao batermos os caras de vermelho. Estamos orgulhosos. Quanto mais vaia levamos, melhor é o trabalho que fazemos – provocou na época.

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