A atual temporada de Roger Federer vem assustando os fãs do suíço que, na carreira, acumula 17 vitórias em Grand Slams e bateu o recorde de semanas como o número 1 do mundo. Aos 32 anos, o astro garante que ainda está motivado e, para tentar fazer seus dias de glória voltarem, até trocou a raquete que usava há dez anos. Resolveu testar um equipamento maior, mas não teve muito sucesso.

O comentarista do SporTV Narck Rodrigues explica que a configuração da raquete escolhida por Federer, um modelo 51,35cm² maior na parte da cabeça da raquete, o ajuda a ter mais potência, mas destaca dificuldade de adaptação do tenista ao novo equipamento.

– Federer não se adaptou. Era uma raquete que ele usava há mais de dez anos, então ele não conseguiu jogar com a raquete maior, não teve confiança. No último Grand Slam do ano ele resolveu voltar a usar essa raquete, mas ele não descartou totalmente a troca e já disse que, após o US Open, vai pensar novamente e, se for o caso, vai treinar mais um pouco com a raquete maior para tentar se adaptar – disse Narck Rodrigues.

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Na história do esporte, as raquetes passaram por uma drástica evolução. Elas já foram feitas de madeira, aço, metal e, hoje em dia, as modificações vão desde o peso, até as propriedades aerodinâmicas que facilitam a vida dos atletas. No caso de Federer a adaptação está demorando para acontecer, o derrubou para a sétima colocação no ranking e o forçou a voltar ao equipamento antigo.

– É natural que haja uma perda de potência muscular dos atletas com mais idade então, a raquete maior faz com que você consiga imprimir mais velocidade à bola. O ponto de contato, onde a bola pode ser jogada com mais força, é um pouquinho maior então, você consegue facilitar para esses jogadores que já tem um a certa idade competir com os mais jovens – explicou o comentarista.

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A tensão das cordas também é importante. Hoje, a maioria dos tenistas profissionais tem diminuído a pressão para ganhar mais potência no jogo e prevenir lesões. Os especialistas no assunto garantem não existe uma fórmula ideal.

– Hoje, as raquetes e cordas fazem muita diferença, permitem que haja mais força e giro na bola. A evolução das raquetes, junto com a condição física dos tenistas fez o jogo muito rápido. O que é bom para uma pessoa pode não ser bom para outra, então o treinador tem que saber as idiossincrasias, o jogo de cada um, para poder ajudá-los – destacou Nick Bolletieri, treinador que já trabalho com estrelas como Andre Agassi, Maria Sharapova, Tommy Haas, as irmãs Williams e Martina Hingis, por exemplo.

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