Erna Solberg

A direita venceu as eleições legislativas realizadas na Noruega nesta segunda-feira, abrindo caminho para uma aliança entre os conservadores e os populistas, que defendem uma política de imigração severa.

Apontada como a próxima premier, a líder do Partido Conservador, Erna Solberg, reivindicou uma ‘vitória eleitoral histórica’ para a direita, e se comprometeu a ‘dar um novo governo ao país.’

O primeiro-ministro trabalhista, Jens Stoltenberg, reconheceu sua derrota: ‘hoje, os eleitores deram com seu voto uma vitória eleitoral histórica para os partidos ‘burgueses’ [em referência à direita e à centro-direita].
Jens Stoltenberg anunciou que apresentará sua renúncia no mês que vem.

‘De acordo com a tradição parlamentar norueguesa, apresentarei a renúncia do meu governo depois da entrega do orçamento, no dia 14 de outubro, quando estiver claro que há uma base parlamentar para um novo governo’, declarou diante de militantes em Oslo.

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Os quatro partidos de direita e de centro-direita obtiveram 96 das 169 cadeiras do Parlamento, segundo estimativas apresentadas pelo Escritório Norueguês de Estatísticas após a apuração de 75% dos votos.

No poder desde 2005, a coalizão de centro-esquerda liderada por Stoltenberg obteve 72 assentos, segundo as mesmas estimativas. O último assento ficou com um partido ecologista independente.

O heterogêneo bloco de direita é composto pelos conservadores de Erna Solberg, a direita populista (Partido do Progresso) e dois partidos de centro-direita: democratas cristãos e liberais.

A coalizão dirigida por Stoltenberg foi vítima de um desgaste do poder, mas também das críticas aos erros das autoridades revelados pelos ataques do extremista de direita Anders Behring Breivik no dia 22 de julho de 2011.

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Neste dia, Breivik matou 77 pessoas ao detonar primeiro uma bomba caseira perto da sede do governo em Oslo e depois ao abrir fogo contra um encontro de jovens trabalhistas na ilha de Utoya.

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