Mato Grosso possui atualmente déficit de 4.168 leitos. Segundo dados do Ministério da Saúde, por meio do Datasus, o Estado conta hoje com 5.379 leitos. O ideal, conforme cálculo estipulado para a população mato-grossense, deveria ser de pelo menos 9.547. A estimativa para os dias atuais é de 3 leitos para cada grupo de 1 mil habitantes. O fato é que além da deficiência no número de vagas, a quantidade de leitos também reduziu nos últimos anos.

Conforme balanço divulgado pelo Conselho Federal de Medicina, nesta quarta- feira (4), enquanto no ano de 2005 Mato Grosso contava com 5.598 espaços para internações e situações complementares, em 2013, o número baixou para 5.379 unidades, apresentando diferença de 219 leitos no Estado. Durante o mesmo período, a população aumentou em 379 mil habitantes, passando de 2,8 milhões de pessoas para 3,1 milhões de mato-grossenses. Os dados são referentes às estimativas populacionais apresentadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dos anos de 2005 e 2013.

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Nacionalmente, a redução no número de leitos superou as 26,45 mil vagas. Entre os estados que mais apresentaram redução estão o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Goiás.

O estudo apresentado pelo CFM faz referência aos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e compreendem as unidades de internação e leitos complementares. Sobre o déficit no Estado, as vagas mais prejudicadas foram as de internação. Enquanto em 2005 Mato Grosso contava com 5.251 leitos para pacientes internados, no ano de 2013 este número chegou a 4.967 espaços públicos. A presidente do Sindicato dos Médicos (Sindimed/MT), Elza Queiroz, lamenta a atual situação vivenciada pela saúde pública local.

Segundo ela, a falta de investimentos na construção de novas unidades, como Prontos-Socorros e um Hospital Central, é apenas um dos itens que colaboram para o baixo número de leitos em Mato Grosso. “Cada leito que o Estado consegue é uma vitória para a saúde pública e sempre comemoramos, pois é um paciente a menos sendo atendido no chão. Mas a quantidade de vagas que Mato Grosso precisa está muito longe de ser alcançada”.

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Para Elza Queiroz, além dos investimentos na ampliação de leitos, é necessário que os órgãos estaduais voltem os olhos para a saúde primária e secundária. “Com tratamento de qualidade antes mesmo que as patologias se agravem, a tendência é de que menos pacientes sejam internados e, consequentemente, usem os leitos”.

OUTRO LADO – Até o fechamento desta edição, o secretário de Saúde de Mato Grosso, Mauri Rodrigues, não havia atendido os telefonemas. A assessoria de imprensa também não respondeu as ligações da reportagem.

 

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